Esse descaso me faz abandonar muitos dias bons no cais da melancolia.
Aquelas pessoas rôtas não me conhecem mais. Não conseguem mais distinguir qual o meu real significado de vivência. Existi em um mundo ignorado que apenas me mostrou que o ignorado era eu no mundo. Lentos e lentos mundos desconexos em pensamentos que ainda assim não me deixaram despedir do caixeiro ou daquela rica donzela do café das quatro.
Era tudo falso. Não existiu a tal moça. O café era mentira. E a minha vida ignorada nem sequer estava ali.
E isso não foi criado à toa. As letras não vagam sozinhas.
Calderon de la Barca diz:
“que farão pelo que ignoro
se pelo que sei me enterram”.


julho 19th, 2007 at 4:27 am
Esse texto não faz parte de um maior?
Acho que há bem um tempo eu li, só nao lembro qual texto seu que esse dava continuidade
julho 19th, 2007 at 10:35 am
No no. Esse texto é assim mesmo, ipsis literis