Desfile oficial de 7 de setembro de 2006, em Brasilia, dia da independência do Brasil.
Recebi um convitinho formal para participar da tribuna B no desfile cívico em comemoração a independência do Brasil. Oras bolas, apesar de parecer um programa deveras enfadonho e truculento, era a minha chance de pegar na máo do presidente!
Bom, náo consegui apertar a mão do sujeito. Em compensação, consegui presenciar um fato inusitado e talvez desanimador para muitos que lerão o que escreverei aqui: hora que o Rolls Royce negro apontou no início da avenida, todas as arquibancadas ao meu redor, sem exceção, levantaram-se com se tudo estivesse a desabar. O som que dali emanavam os populares era de arrepiar os pelos pândegos da nuca, tamanha adoração e devoção que esse povaréu de meu Deus tem com esse óme! Incrível! Lula fôra ovacionado de forma inacreditável.
No mais, presenciei dezenas de veículos oficiais de embaixadores, de marcas, modelos e ostentações luxuosas jamais vistas. Placas pretas, CD, CC, CMD e OI povoaram o estacionamento oficial.
Acompanhei o desesperado stress dos oficiais dez-estrela, estressados, tentando controlar o fluxo de tanques de guerra e blindados no meio da pista. Era cômico, até. E percebi que temos gaitas escocesas oficiais (e gaiteiros, por conseguinte) no exército brasileiro, presente de nossa querida rainha britânica, ao exercito.

