O HOMEM ACOMODADO

terça-feira, 24 de julho de 2007 | 4:08 pm

Suas faculdades mentais estavam abaladas e seu controle, esparso. Nada mais do que antes era poderia tornar-se realidade novamente. Não mais aquelas mulheres sofisticadas e perfeitas o queriam em suas vidas. Não mais galantear donzelas. Nem se ater a disparates provocantes.
Hoje a vida se tornou muito mais do que apenas vaidades mundanas. Queria saber porque raios ainda o provocavam. Era claro o desinteresse por complicações, era claro a acomodação da ignorância.
Queria apenas ler um bom livro.
Mas as idéias velhas e ressecadas ainda circulavam à sua volta, zombando baixinho e sorrindo, ironicamente como a vida o é.
Quarta-feira está bom. Aliás qualquer dia serve. Dizer que quarta-feira está bom é apenas conveniência. Nunca nada vai estar bem nessas condições. E ler um bom livro para que mesmo? Ficar mais culto? Suas palavras tornaram-se silêncio. E seu silêncio acabou por se tornar a mudez do longíquo infinito viver.
Aliás, quarta-feira não. Quarta tenho mais o que fazer.
Hoje a vida se tornou muito mais do que apenas vaidades mundanas. Queria saber porque raios ainda o provocavam. Era claro o desinteresse por complicações, era claro a acomodação da ignorância.
Queria apenas ler um bom livro.
Mas as idéias velhas e ressecadas ainda circulavam à sua volta, zombando baixinho e sorrindo, ironicamente como a vida o é.
Quarta-feira está bom. Aliás qualquer dia serve. Dizer que quarta-feira está bom é apenas conveniência. Nunca nada vai estar bem nessas condições. E ler um bom livro para que mesmo? Ficar mais culto? Suas palavras tornaram-se silêncio. E seu silêncio acabou por se tornar a mudez do longíquo infinito viver.
Aliás, quarta-feira não. Quarta tenho mais o que fazer.





