É noite fria. Como uma garoa de noite qualquer, que sorrateira vem, e no prazer de ver o pequenino fogo murmurar centelhas esfumaçadas, lacrimeja o mundo que a viu.
É noite fria, solidão descarada.
Perdas sensíveis, o carinho carcomendo a vida e o sorriso de um medo que apenas o contempla mansamente. Novamente a história da fogueira que sucumbe à fina garoa.
Nem era fogueira. Nem era garoa de noite qualquer.
Apenas um soluço esparso e uma dor de coração aflito.

