O MENINO DO COLONO

quinta-feira, 19 de julho de 2007 | 11:12 am

O menino do colono era polaquinho de olho azul. Pele sardenta e andava de pé no chão. Dia desses encontrou um estranho à beira do lago de águas claras. O estranho estava cutucando um galho de cedro vermelho. Chegou mais perto, curioso que era. Viu, das mãos do homem o galho de cedro vermelho tornar-se uma escultura minúscula de cervo, com a ajuda de um pequenino canivete. Acompanhou em silêncio a escultura.
Ao terminar, os olhos do menino do colono brilharam.
O estranho viu que era dele a escultura. Presenteou-o com o delicado e diminuto cervo. O menino sacou de um de seus bolsos uma pequenina pedra branca, calcárea e retribuiu. Foi embora correndo, feliz.
E os dois não trocaram sequer uma palavra.
Nem precisou.
Ao terminar, os olhos do menino do colono brilharam.
O estranho viu que era dele a escultura. Presenteou-o com o delicado e diminuto cervo. O menino sacou de um de seus bolsos uma pequenina pedra branca, calcárea e retribuiu. Foi embora correndo, feliz.
E os dois não trocaram sequer uma palavra.
Nem precisou.





