O INDISCRETO REINADO PECULIAR


quarta-feira, 18 de julho de 2007 | 12:38 pm

Lá no Reino-de-Não-Sei-Onde existia um rei muito excêntrico. Ele adorava suas posses, prezava pelo poder absolutista e ainda por cima detinha um peculiar harém de 128 mulheres ruivas. Sua vida era muito tranqüila. Matou todos os inimigos que atravessaram sua frente. Tinha uma agenda cultural elitista e bailes nunca faltaram em sua corte.

Agora uma coisa que era segredo muito bem guardado era a fonte de juventude de sua majestade, o rei do Reino-de-Não-Sei-Onde.

Todo dia o majestático rei — de posse de seu cálice de ouro maciço — visitava suas ninfas ruivas. Olhava nos olhos de cada uma, por minutos. Um olhar forte e intenso que inusitadamente vertiam algumas lágrimas, colhidas no cálice.

Ninfa-a-ninfa, tete-a-tete. Aquele rei enchia meia taça de lágrimas de mulheres ruivas em pouquiíssimos quartos de horas.

E essa era sua fonte de juventude, um ritual de inigualável prazer, a degustação das lágrimas das suas ruivas.

Tempo se passou e o rei morreu. As lágrimas eram elixir da juventude, não proviam uma vida eterna, oras!

Velando seu corpo no grandioso salão das abóbodas doiradas, as 128 mulheres.

Estavam chorando.


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