O ANSELMO

quinta-feira, 12 de julho de 2007 | 5:22 pm

Ali na rua quinta que sobe do porto, casa do Zé, das janelas grandes e caiadas de um branco de doer os olhos estava o Anselmo, flho mais velho.
Sempre foi perrengueiro e meio vagabundo esse filho mais velho do Zé. As janelas grandes e caiadas eram vagarosas, como as lentas horas de calor daquela enseada de mulatos curtidos do sal.
Aí passa na frente do Anselmo um carro estrangeiro e vermelho. Desses de abaixar o telhado e deixar a cachôpa para fora. Lento e de ronco barulhento. A rua quinta do porto, essa da casa do Zé, tem um calçamento irregular e torto, como tudo ali ao redor.
Passa o carro, Anselmo o desdenha. Anselmo o inveja, Anselmo o deseja. “Ah, um carro desses, hein anselmo?” fala para si mesmo e pensa em quantas meninas poderia carregar ali. “Mas você é vagabundo mesmo, hein Anselmo! Não faz nada o dia inteiro. Não trabalha nem ajuda teu pai. Só curtindo a carraspana.”
O carro vai, Anselmo acompanha em pensamento.
No carro o homem fita aquele Anselmo estático e sonolento. Pensou na beleza que seria ter uma vida desregrada e livre. Mas o celular vibrou no bolso e o despertou do pensamento viciante.
Sempre foi perrengueiro e meio vagabundo esse filho mais velho do Zé. As janelas grandes e caiadas eram vagarosas, como as lentas horas de calor daquela enseada de mulatos curtidos do sal.
Aí passa na frente do Anselmo um carro estrangeiro e vermelho. Desses de abaixar o telhado e deixar a cachôpa para fora. Lento e de ronco barulhento. A rua quinta do porto, essa da casa do Zé, tem um calçamento irregular e torto, como tudo ali ao redor.
Passa o carro, Anselmo o desdenha. Anselmo o inveja, Anselmo o deseja. “Ah, um carro desses, hein anselmo?” fala para si mesmo e pensa em quantas meninas poderia carregar ali. “Mas você é vagabundo mesmo, hein Anselmo! Não faz nada o dia inteiro. Não trabalha nem ajuda teu pai. Só curtindo a carraspana.”
O carro vai, Anselmo acompanha em pensamento.
No carro o homem fita aquele Anselmo estático e sonolento. Pensou na beleza que seria ter uma vida desregrada e livre. Mas o celular vibrou no bolso e o despertou do pensamento viciante.





