Quisera eu que ela soubesse o tanto que apetece aquele jeito desgraçado de ser. Ela nem deve desconfiar que é desejada. Não percebe que está sempre alimentando algo bom, algo maquiavélico e algo infeliz dentro de outrem. Miserável pessoa simplória que não percebe sentimento alheio. Ou sagaz quem sabe: consegue escarnir sentimento absorto em impessoalidades.
E nem sequer demonstra!
E lá quando ela perceber, restará fingir a indiferença, como retribuição.

