EXTREMO

domingo, 22 de julho de 2007 | 11:54 pm

Do amor, fez-se uma saudade causticante. Quisera alguém que apenas uma amizade os unisse. Mas o desejo tornou-se presente em todos os momentos.
E amizade não quer desejar nada.
Do silêncio, apenas a delícia de entender e perceber a plenitude do gesto.
A vida sabe (e ignora) que amores espontâneos têm a tristeza inacabada em sentimentos. Aquele seu amar era perfeito, não tenha dúvida. Mas a solidão acompanha, ainda que em uma pequena valsa descompassada, a cumplicidade verossímil.
Disfarçar seria apenas postergar e postergar a perfeita dor, balanceada e magnífica, por extremos infinitos.
E amizade não quer desejar nada.
Do silêncio, apenas a delícia de entender e perceber a plenitude do gesto.
A vida sabe (e ignora) que amores espontâneos têm a tristeza inacabada em sentimentos. Aquele seu amar era perfeito, não tenha dúvida. Mas a solidão acompanha, ainda que em uma pequena valsa descompassada, a cumplicidade verossímil.
Disfarçar seria apenas postergar e postergar a perfeita dor, balanceada e magnífica, por extremos infinitos.





