CARTA PARA POR FIM EM RELACIONAMENTO

sexta-feira, 6 de julho de 2007 | 4:25 pm

Dias atrás prometi que ajudaria aos 203 visitantes ocasionais que o Google despeja aqui no Blog a escrever “cartas de final de relacionamento”.
Não vou mais.
Não estamos mais no século XVIII, onde cartas lambrecadas à sinete faziam as vezes presenciais. Hoje em dia um relacionamento é bem mais dinâmico do que palavras escritas, meu caro. Precisa do charme do contato, da discussão cara-a-cara. Dos gritos, do chiliquinho.
Esse é o charme de um final de relacionamento!
A briga, o tapão na cara. A unhada no braço. O carro em disparada, rua abaixo. O “Eu te odeio!” grunhido por entre os dentes. A foto rasgada com uma ferocidade pecaminosa.
Final de relacionamento é a perfeita arte do fechamento do ciclo. A linha de corte do amor e da paixão. E não me venha dizer que pode existir uma amizade ou carinho depois. Isso é coisa de quem não tem maturidade.
Manutenção mensal? Fraqueza.
Trocar pneu em dia de chuva, para ela? Fraqueza.
Atender telefonema meloso em madrugada fria? Fraqueza.
PORQUE NÃO AJUDAR
Quem procura uma carta de final de relacionamento não tem discernimento do que escrever. Não deve nem saber porque está terminando, e o pior, não tem culhões para uma peleia passional. Postar uma bela carta aqui seria afundar no lodo mais ainda o vivente. O destinatário saberia dessa incapacidade e o atestaria da mais vil e insossa incopetência.
Conheci apenas uma carta muito bem escrita, por George Gordon Byron, datada de agosto de 1812, para meter fim em relacionamento com uma luva de pelica. Como ele era um notório putanheiro, não se sentiu bem em manter um relacionamento.
Culpou a sogra, é claro.
Entendeu como funciona? Você precisa ser muito, mas muito bom mesmo, para terminar um relacionamento apenas com uma carta. Precisa parecer muito mais honesto do que é, mais deprê do que aparenta e o pior, aplicar a delicadeza sensata que jamais se monstrou até então.
E, hoje em dia, quem procura carta de final de relacionamento não sabe nem por onde a galinha mija.
Não vou mais.
Não estamos mais no século XVIII, onde cartas lambrecadas à sinete faziam as vezes presenciais. Hoje em dia um relacionamento é bem mais dinâmico do que palavras escritas, meu caro. Precisa do charme do contato, da discussão cara-a-cara. Dos gritos, do chiliquinho.
Esse é o charme de um final de relacionamento!
A briga, o tapão na cara. A unhada no braço. O carro em disparada, rua abaixo. O “Eu te odeio!” grunhido por entre os dentes. A foto rasgada com uma ferocidade pecaminosa.
Final de relacionamento é a perfeita arte do fechamento do ciclo. A linha de corte do amor e da paixão. E não me venha dizer que pode existir uma amizade ou carinho depois. Isso é coisa de quem não tem maturidade.
Manutenção mensal? Fraqueza.
Trocar pneu em dia de chuva, para ela? Fraqueza.
Atender telefonema meloso em madrugada fria? Fraqueza.
PORQUE NÃO AJUDAR
Quem procura uma carta de final de relacionamento não tem discernimento do que escrever. Não deve nem saber porque está terminando, e o pior, não tem culhões para uma peleia passional. Postar uma bela carta aqui seria afundar no lodo mais ainda o vivente. O destinatário saberia dessa incapacidade e o atestaria da mais vil e insossa incopetência.
Conheci apenas uma carta muito bem escrita, por George Gordon Byron, datada de agosto de 1812, para meter fim em relacionamento com uma luva de pelica. Como ele era um notório putanheiro, não se sentiu bem em manter um relacionamento.
Culpou a sogra, é claro.
Agosto de 1812
Minha queridíssima Caroline.
Se lágrimas, as quais você viu e sabe que eu não estou apto a derramar, se a agitação na qual eu me separei de você, agitação esta que você deve ter percebido durante todo nosso nervoso caso de amor, não começou até que o momento de deixá-la se aproximou, se tudo o que eu tenho dito e feito e ainda estou muito pronto a dizer e fazer, não foi suficiente prova que meus reais sentimentos são e devem ser sempre para você, meu amor, eu não tenho nenhuma outra prova para oferecer.
Deus sabe que eu desejo você feliz e quando eu terminar meu relacionamento com você, ou melhor, quando você tomada de um senso de dever para com seu marido e sua mãe me abandonar, você reconhecerá a verdade daquilo que eu novamente prometo e juro: que nenhuma outra em palavra ou ação jamais tomará o seu lugar em minha afeição, que é e será mais sagrada para você até que eu não seja nada.
Eu nunca soube até aquele momento a loucura de - minha querida e mais amada amiga - eu não posso me expressar - este não é o momento para palavras - mas eu terei um orgulho, um prazer melancólico ao sofrer, o que você mesma pode quase conceber - pois você não me conhece, eu estou quase indo com com o coração pesado porque minha presença nesta noite deterá qualquer estória absurda que os acontecimentos de hoje poderiam ter levantado - você pensa agora que eu sou frio, severo e astuto - mesmo outros pensaram assim, mesmo sua mãe pensará - aquela mãe a quem devemos de fato muito sacrifício, mas muito mais de minha parte, do que ela jamais saberá ou possa imaginar.
"Promessas de não amá-la" . A! Caroline, são promessas do passado - mas atribua todas as concessões ao motivo adequado. E nunca pare de sentir tudo o que você já presenciou - e mais do que possa algum dia ser conhecido somente pelo meu próprio coração, talvez pelo seu . Possa Deus proteger, perdoar e abençoar vocês sempre e para todo o sempre.
Seu mais apaixonado
Byron
PS. Estas reprovações que dirigiram você para isto - minha queridíssima Caroline - foram não somente para sua mãe e a bondade de todas as suas relações. Existe qualquer coisa no céu ou na terra que me faria tão feliz como tê-la feito minha há algum tempo atrás? Não menos agora do que então. Mas mais do que sempre neste momento você sabe que eu com prazer desistiria de tudo aqui e tudo além do túmulo por você - e abstendo-me disto - devem meus motivos serem mal-entendidos?
Eu não me importo quem sabe disto e que uso é feito disto - é a você somente que eles devem, eu fui e sou seu livremente e completamente para obedecer, honrar, amar - e voar com você quando, onde e como você mesma poderia e pode determinar. Entendeu como funciona? Você precisa ser muito, mas muito bom mesmo, para terminar um relacionamento apenas com uma carta. Precisa parecer muito mais honesto do que é, mais deprê do que aparenta e o pior, aplicar a delicadeza sensata que jamais se monstrou até então.
E, hoje em dia, quem procura carta de final de relacionamento não sabe nem por onde a galinha mija.





