AQUELE AMOR-MAIOR


domingo, 22 de julho de 2007 | 10:21 pm

Era tido como certo que aquele relacionamento entre o rapaz-todo-avoado e a moça-certinha não iria para frente. Apesar das inúmeras diferenças, ambos tinham algo em comum: gostavam de carros, de livros, de fotos, do trabalho do moço e do conceituado lobby de pesquisadoira dela. Eles se gostavam. Ele pensava nela antes de dormir e ao acordar. Aliás, tinham muito em comum.

Eles eram síncronos.

Mas ninguém percebia esse tênue e perfeito detalhe.

É por isso que sempre dizem por aí que opostos se atraem. É a pura e melancólica preguiça de olhar a vida com outros olhos, os do conformismo.


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