ALBUM: DIA DE CIRCO

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 | 4:36 pm

Dia de circo é sempre diferente. Pelo menos quando você consegue acompanhar a rotina e o dia-a-dia dos artistas fora do palco. Um ensaio fotográfico pelo circo Castelli e pelo circo Íncaros, temporariamente apresentando-se juntos.
Quarta feira, 18h. Duas horas antes do único espetáculo do dia. Nada de camarins de espelhos carregados de lâmpadas. Nenhuma cerimônia de preparação e concentração total. Ninguém correndo para cima ou para baixo na eterna falta de tempo mundana.
O que você encontra em um circo às 18h são pessoas tranquilas e alegres. “Que horas vocês começam a se arrumar?” “Ah, o espetáculo é só as oito. Sete e meia a gente começa.”
Sobrou tempo para um passeio por todos os traillers dos artistas. “Mas vocês vão tirar foto para quê” “Apenas por hobby, sem compromisso.” E assim todos se espantavam com nosso projeto despretensioso de fotografia.
Quer saber o que foi mais interessante nessa incursão toda? A timidez que cercou todos que mirávamos as lentes. Artistas no palco, pessoas comuns fora. Palhaço Barriquinha, o anão-inventor que trabalhou com o Palhaço Carequinha e que tem 12 filhos — todos trabalhando ou morando no circo — desconfia. “Mas eu me arrumo aqui na escadinha do trailler…” E ele senta com um espelho retrovisor de carro em uma das mãos, tinta à óleo de bisnaga na outra mão.
Conhecemos malabaristas, trapezistas, contorcionistas, mágicos. Um mundo novo em cada conversa, uma realidade em cada sorriso, a tristeza em cada desabafo.
“Oito horas! vamos lá!” E todo mundo começou um ritual único e pessoal de transformação dos maiores artistas da terra, naquele espaço.
Alguns ensaiam nos bastidores enquanto o locutor dá o ritmo do show. Outros gritavam: “Ei, minha apresentação, depois conversamos!” E lá descambavam picadeiro adentro.
O show acabou, o público foi embora e alguns continuavam no picadeiro, treinando e ensaiando.


Voltamos domingo, com as fotos reveladas. Olhares de surpresa em cada olhar que se reconhecia. “Dá essa para mim?” “Quero um álbum desses inteiro!” “Pô, quero essas fotos!”.
Aprendemos algumas coisas básicas nisso tudo: Muita gente não gosta de fotos em preto-e-branco. Outras, não entendem ângulos diferentes do usual. Talvez seja a simplicidade deles, que exija isso da vida, vai saber.

Passamos a tarde inteira por lá. O espetáculo, com três sessões corridas pedia maquiagens mais pesadas e solidificadas. Conseguimos conquistar a confiança, as conversas fluíram melhor, todo mundo conversou abertamente conosco. Entrávamos e saíamos da tenda, entre apresentaçõs com uma liberdade sem igual. As crianças nos perseguiam, faziam macaquices para sair nas fotos. Tudo com uma naturalidade impressionante.

As fotos a seguir estão divididas em duas apresentações: A minha, logo abaixo, e a do Victor — rapaz que acredita na minha conversa fiada de boas locações fotográficas — na seqüência.
Veja todas as fotos do album »
Quarta feira, 18h. Duas horas antes do único espetáculo do dia. Nada de camarins de espelhos carregados de lâmpadas. Nenhuma cerimônia de preparação e concentração total. Ninguém correndo para cima ou para baixo na eterna falta de tempo mundana.
O que você encontra em um circo às 18h são pessoas tranquilas e alegres. “Que horas vocês começam a se arrumar?” “Ah, o espetáculo é só as oito. Sete e meia a gente começa.”
Sobrou tempo para um passeio por todos os traillers dos artistas. “Mas vocês vão tirar foto para quê” “Apenas por hobby, sem compromisso.” E assim todos se espantavam com nosso projeto despretensioso de fotografia.
Quer saber o que foi mais interessante nessa incursão toda? A timidez que cercou todos que mirávamos as lentes. Artistas no palco, pessoas comuns fora. Palhaço Barriquinha, o anão-inventor que trabalhou com o Palhaço Carequinha e que tem 12 filhos — todos trabalhando ou morando no circo — desconfia. “Mas eu me arrumo aqui na escadinha do trailler…” E ele senta com um espelho retrovisor de carro em uma das mãos, tinta à óleo de bisnaga na outra mão.
Conhecemos malabaristas, trapezistas, contorcionistas, mágicos. Um mundo novo em cada conversa, uma realidade em cada sorriso, a tristeza em cada desabafo.
“Oito horas! vamos lá!” E todo mundo começou um ritual único e pessoal de transformação dos maiores artistas da terra, naquele espaço.
Alguns ensaiam nos bastidores enquanto o locutor dá o ritmo do show. Outros gritavam: “Ei, minha apresentação, depois conversamos!” E lá descambavam picadeiro adentro.
O show acabou, o público foi embora e alguns continuavam no picadeiro, treinando e ensaiando.


Voltamos domingo, com as fotos reveladas. Olhares de surpresa em cada olhar que se reconhecia. “Dá essa para mim?” “Quero um álbum desses inteiro!” “Pô, quero essas fotos!”.
Aprendemos algumas coisas básicas nisso tudo: Muita gente não gosta de fotos em preto-e-branco. Outras, não entendem ângulos diferentes do usual. Talvez seja a simplicidade deles, que exija isso da vida, vai saber.

Passamos a tarde inteira por lá. O espetáculo, com três sessões corridas pedia maquiagens mais pesadas e solidificadas. Conseguimos conquistar a confiança, as conversas fluíram melhor, todo mundo conversou abertamente conosco. Entrávamos e saíamos da tenda, entre apresentaçõs com uma liberdade sem igual. As crianças nos perseguiam, faziam macaquices para sair nas fotos. Tudo com uma naturalidade impressionante.

As fotos a seguir estão divididas em duas apresentações: A minha, logo abaixo, e a do Victor — rapaz que acredita na minha conversa fiada de boas locações fotográficas — na seqüência.
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