O desejo traz uma lembrança um tanto quanto irresistível e triste do que ainda não fui. E no meu acalento desalmado — porém irresistível — conheço a saudade que me dói, corrompe e me faz assim, levemente sofrer.
Traz desejo, ainda que sorrateiro, uma palavra que não se deixa audível, uma palavra que faz as vezes de tudo e me faz sofrer.
E se traz, que mate de uma vez o que não é mais meu. Assim não luto nem insisto. Apenas, aos cacos de mim — e quem sabe do coração, ora, por que não? — mostro o quanto sou freguês, vulnerável e seu.
Só assim, para que assim, me seja isso.

