MadCap.com.br é um blog pessoal. Um site onde pensamentos, fotografias, histórias, ilustrações ou qualquer outra coisa sem sentido é postada em uma forma cronológica. Só isso já explica tudo.

Arquivos do mês de julho de 2007

Noveleta

25 de julho de 2007

Rapaz de 22 anos.
Banho demorado, barba feita duas vezes. Desodorante leve, perfume importado, leves notas doces. Colocou seu habitual terno azul-marinho, gravata vermelha escura, camisa engoada, sobretudo por cima de tudo. Estava muito frio. Parou diante do espelho. Seu rosto estava muito triste, tentou esboçar um sorriso fajuto, ficou forçado demais. Entrou no carro e saiu.

Mulher de 26 anos.
Banho demorado. Mulher sempre toma banho demorado quando lava o cabelo. Xampú perfumado, imersão em sais de banho na banheira por quinze minutos. Secador de cabelo, maquiagem sóbria, perfume carregado e vestido preto, simples, básico. Decotes insinuantes para finalizar.

A trama
Ele chega com antecedência à casa dela. Sobe, tem a chave. Cumprimentam-se friamente. Ela ainda está jogando coisas dentro de sua bolsa. Procurando o celular perdido em algum canto. Ele percebe que aquele jantar vai ser longo e dolorido. No carro, silêncio. Chegam ao restaurante, sentam-se e começam a conversar. Ela começa a falar de uma maneira surpreendente. Coloca suas tristezas, explana toda a sua amargura, fala de seus desatinos, desilusões e frustrações. Ele tenta rebater, defende-se como pode, mas não adianta: é tudo verdade.

Ela não deu a atenção especial que ele queria. Ele era inocente demais para saber o momento certo de dizer palavras confortantes. Não sabia a diferença da tara dela e da tpm. Os dois não se bicavam. Tentaram, tentaram e tentaram.

— Nosso relacionamento acabou… — Ela balbucia, quase chorando.

Ele pede mais tempo para pensar. Ela não quer extender mais essa amargura de uma frustração no relacionamento. Ela levanta, com o guardanapo de linho branco, macio, entre as mãos. Enxuga uma lágrima e vai embora. Ele chama o garçon cancela o pedido.

Entrega uma gorjeta, pega o carro e sai, sem rumo. No rádio, banda pop nacional, música lenta, embalo suave. A letra desfere-lhe golpes em seu estado de tristeza que é inevitável o choro, seguido de um soluço leve e triste. Passeia a noite, devagar, não pensa em nada. A cena dela levantando-se foi forte e não sai de sua cabeça. Sua mente intercala momentos de euforia, tristeza, revolta por sua incapacidade, medo por sua confusão. Pára no sinal vermelho.

O desfecho trágico
Ele avista uma prostituta. Bonita e elegante. Perde-se na selva da sua existência e a convida para entrar. Ela está com um perfume forte. seu olhar é firme e intimidador. Seguem para um motel. Ele já não sabe mais nada, apenas escuta a música melncólica. Entram em uma suíte grande e confortável. ela senta na cama, como quem quer testar a maciez. Ele senta ao seu lado.

Encosta-se levemente na mulher. Acondiciona a cabeça no colo dela. Chora baixinho. Confunde, novamente o papel de macho. Troca o papel da mulher ao seu lado. Ela entende o que ele quer. Passa a mão suavemente em sua cabeça.

A conclusão
Levou quase uma década para entender as mulheres. Conheceu muitas diferentes, brigou com outras tantas. E chegou à conclusão óbvia da relação: descobriu que as mulheres são muito mais inteligentes, sagazes, dominadoras e manipuladoras do que se imaginava. E descobriu que uma mulher consegue dobrar um homem em questão de minutos.

Ele queria pedir desculpas pela inexperiência e falta de sensibilidade em perceber sentimentos femininos.

Mas sua experiência agora era o que o freiava.

O diretor de arte

25 de julho de 2007

Reza a lenda corporativa que em uma multinacional russa havia uma cara muito engraçado e carismático: o Fagundinho. Ele era diretor de arte e tinha costumes estranhos. Apesar das singelas características up2date e well-fashioned o cara era todo boa-pinta e por onde passava arrancava suspiros das mulheres da empresa.

Acontece que Fagundinho tinha uma mania muito peculiar e constrangedora. Aliás, alguns achavam que aquilo era doença. Toda vez que o infeliz ia ao banheiro evacuar, executava uma sessão “mania pessoal”: desabotoava o paletó, tirava a gravata, arrancava a camisa, despia-se da calça e cueca, tirava as meias. Até o relógio. Ficava completamente nu. Deixava todas as roupas e acessórios alinhados na parede que contornava a sanita. Roupas dobradas nos vincos para não amassar. Relógio equilibrado para não cair. A mochila cheia de parafernálias no canto. Meias ao lado esquerdo, sapatos na porta, metade fora, metade dentro.

Ele dizia que aquilo o deixava livre para pensar enquanto prostrava-se ao trono oco para soltar o rabão de macaco.

E todo mundo que entrava naquele imenso banheiro já estava acostumado com a cena surreal. Mas ninguém se importava com aquelas doidivanices.

Até que o pessoal da logística resolveu sacanear.

Entraram sorrateiramente no banheiro. Cada um apontou para a peça de roupa que iria pegar. Contagem regressiva nos dedos e pimba! Cataram todas as roupas e se escafederam! Não deu nem chance do Fagundinho terminar o palavreado chulo que emanava com voz gutural.

A empresa era grande e era final de expediente. Muita gente zanzando pelos corredores do prédio, muita gente indo embora e ele precisava voltar ao trabalho, pelo menos para enviar um relatório atrasado e procurar suas roupas. Contabilizou o estrago: ficou com uma meia, o relógio, a gravata e os dois sapatos. E sua mochila.

Não restou-lhe dúvidas: vestiu a gravata, deu um nó duplo, colocou a única meia, os dois sapatos e viu que tinha que agir. Sacou da mochila umas folhas sulfites, um grampeador e uma fita adesiva. Dobrava as folhas, grampeava as emendas, fita adesiva nas partes críticas e de dobras corporais. Cinco minhutinhos e já tinha uma camiseta. Mais uns dez minutos, para ajustes de barra e comprimento do vinco e sua calça-sulfite estava pronta.

E não é que o Fagundinho sai do banheiro socialmente vestido? O desgraçado tinha feito até gola para assentar a gravata!

Chegou no seu setor. No promeiro momento, ninguém prestou muita atenção, mesmo porque ele sempre tinha umas roupas meio doidas mesmo. Até gravata de crochê o indecente usava.

Sentou-se lentamente, para assegurar-se de que os fundilhos não cederiam. Digitou umas coisas, enviou o relatório e esperou pacientemente.

Não deu outra: o boy apareceu meia hora depois, com um caixote lacrado. Era da logística. O bilhete em anexo admitia que Fagundinho 1 x Logística 0.

O flato real

25 de julho de 2007

O reinado francês antigo tinha uma peculiaridade muito grande: um mini-auditório de seis, no máximo oito cadeiras nos aposentos do rei. Basicamente era para a plebeuzada assistir ao magnífico “despertar real”, facto este que consistia em chegar cedo, antes da alvorada solar, sentar-se nas cadeirinhas e ficar ali em silêncio meditativo até que o grotão acordasse. Aí era simplesmente aplaudir e debandar.

E isso era uma consagração para a sociedade plebéia!

Esse espetáculo do despertar cessou-se para sempre na fatídica Noite de São Bartolomeu, um fato histórico que se sucedeu no dia 24 de agosto de 1572. Essa noite foi conhecida por marcar as sangrentas lutas religiosas que atrasaram a consolidação do absolutismo francês.

E sabe como tudo isso aconteceu?

Pois bem, um protestante chamado Henrique de Navarra fora assistir este magnífico “despertar real”, a convite de sua senhora a futura rainha Margot. Sentou-se ao lado de alguns plebeus xexelentos e ficou a observar a cena do todo-poderoso dormindo. Carlos IX, rapagão vigoroso e saudável, havia se esbaldado de tanto comer no jantar. Devorara javali, batata-doce, mandioquinha, repolho-roxo, rollmops, escabeche e até sagú na sobremesa. Tomou caipirinha, cervejinha e tubaína.

E isso o deixou um tanto quanto flatulento.

Quando os suditos, Henrique de Navarra e sua esposa Margot entraram no quarto, aquele ar ácido e causticante corroeu-lhes os narizes. Henrique estava indignado! ficou reclamando baixinho o tempo inteiro. Não entrava em sua cabeça que um ânus real como o de Carlos IX pudesse desferir tamanhos venenos pestilentos!

E o rei rolava para cá e… Bufa! Rolava para lá e outro traque lhe escapava. Como os castelos naquela época eram nada ventilados, alguns súditos desmaiaram. Quando Carlos IX acordou, os remanescentes que apresentavam consciência aplaudiram. Cínico como sempre foi, reclamou e esbravejou, insinuando que aqueles súditos podres e insossos peidaram em seu aposento real.

É claro que Henrique de Navarra ficou ensandecido com a agressão. Retrucou na hora. E retrucar um rei cínico, mal-humorado e recém-despertado era assinar o obtuário. O embate que se desencadeou depois disso gerou tamanho conflito e ódio que não deu outra: mais de três mil protestantes foram dizimados naquela noite infeliz. O rei pegara ódio daqueles pagãos reclamões.

Alguns conselheiros franceses — com o consentimento real do rei — proíbiram desde aquela data fatídica os infelizes alvoresceres reais assistidos.

O barítono da catedral-maior.

25 de julho de 2007

Quando criança, sua educação religiosa era extremamente severa: todas as quartas, catequese, todos os sábados, ensaio no coral e domingo, missa. Aquele menino raquítico ao contrário de seus amigos, gostava dessa vida espiritual e religiosa. Sempre se esforçava ao máximo para afinar sua voz com o coral.

E sua vida era graciosamente bela. Certa vez o ministro que cuidava das leituras bíblicas requisitou alguns jovens do coral para a leitura na missa dominical. Seria a consagração do menino! Ele prostrou-se diante do microfone, encheu os pulmões de ar e recitou todo o parágrafo. Seu discurso foi certeiro. Não gaguejou, não comeu acentuações nem pontuações.

— Tua voz é muito feia, moleque. Volte para seu lugar.

Aquelas palavras do ministro rasgaram-lhe a alma! Como alguém poderia falar assim? Como alguém, dentro de uma igreja, poderia fazer algo assim?

Ninguém percebeu, mas aquilo mudou o menino para sempre. O tempo passou, ele continuou se dedicando a música. Seu corpo magricela acabou por virar um grande homem. Morou na Itália, aprendeu latim, conheceu o canto gregoriano. Tornou-se barítono. Acompanhou por alguns anos a Orquestra de Berlim, sagrou-se primoroso.

Gozando férias em sua cidade natal, descobriu que o ministro que lhe feriu a alma estava em vias de bater as botas. Sem pestanejar, conversou com o pároco e encomendou-lhe uma missa especial, com trechos cantados por ele, em latim. No dia da missa, casa lotada, o ministro em sua cadeira de rodas na primeira fila. O barítono iniciou a Missa Benedicta. Era cantada em latim. E naquele momento, somente ele e o ministro entendiam a língua.

O que ninguém percebeu foi que a letra havia sido trocada. O barítono reescrevera tudo: o Kyrie, a Gloria, o Credo, o Sanctus & Benedictus, o Agnus Dei. Nem o padre, italiano, percebera a troca. O povo delirava com sua voz forte e envolvente. A cada verso maldito, uma punhalada na alma do velho ministro. Eram agressões verbais que estavam encrustradas no âmago da alma daquele vociferador.

Ao final da missa o público extasiado aplaudia em pé, enquando o ministro, atônito, surtava em um ataque cardíaco.

Musicalidades

25 de julho de 2007

Na verdade, hora que tocou a música foi que percebeu-se, realmente, que tudo acabara.

Era uma música leve, calma — triste por sinal. O breve devaneio de música “nossa” foi engolido por uma melancolia triste e insensata. E quanto mais e mais a música se repetia, mais a sensação de que perdia aquela mulher de olhos profundos e brilhosos tomava força de uma dor fisica inexplicável.

E nada poderia sequer nos separar. Tínhamos até uma música própria, nada poderia.

Aquele apartamento cheio de pratos bonitos, uma decoração impecável, seu gosto por chocolates e sua gatinha de estimação. Gata louca, ela sempre dizia. E ainda dizia que era fascinada por canhoto. Gostava de ver soluções práticas gauches para cotidianos destros.

E tudo isso acaba por ser irreal demais. É claro que a música na lembrança deu, por um certo momento, a ilusão de que nada realmente acabara. Ela continuaria a chamar aquela gata de louca.

Mas aí o saxofone em si bemol melancólico selou qualquer outra idéia vazia. Talvez aquela última fitada mostrara um brilho nos olhos daquela mulher. Talvez estivessem apenas úmidos.

Mas era mais provável que a umidade estivesse, na verdade, nos olhos dele.

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Aquela música que tocava remetia ao último namoro. Era a “nossa” música.

É claro que ao escutá-la instantaneamente veio à tona aquele romance muito bem vivido, momentos em que escutavam e riam junto. E relembrar momentos com uma música simplesmente é terrível.

Terrivel porque também a tristeza que se sucedeu daquele relacionamento foi angustiante.

E a música que era “nossa” e deixava feliz, também deixava triste. E infeliz.

A música acabou. Estava sem fazer nada, inerte na cadeira.

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E a música tocou novamente e novamente lembranças felizes. E a música ficou no repeat. E novas lembranças de lembranças novas misturavam-se a voz daquele que embalava “nossos” sonhos. E a tristeza, a infelicidade e as boas lembranças misturavam-se, mas não conseguiram tomar razão desta vez.

Silva, Mozumbo & Associados

25 de julho de 2007

Muzumbo era um negro grande e forte. Calado, na maioria das vezes, preferia sempre escutar e observar. Diálogos, só imprescidíveis. Roupas impecáveis, muito ouro nos acessórios e um escritório na área nobre comercial. Assim era o Muzumbo, visto por todos.

Silva, do Silva & Associados — um escritório de advocacia que fazia divisa com a sala de Muzumbo — encontrou-se no elevador com a secretária do negão. Começou um diálogo lugar-comum meteorológico. É claro que o advogado, ávido em suas curiosidades, perguntou-lhe qual era o “ramo” daquele escritório, uma vez que não tinha placa alguma na porta. A secretária disse-lhe que o patrão era proxeneta, trabalhava com intermediação e rendas percentuais.

É claro que o advogado ficou mergulhado em suas controvérsias ignóbeis: não sabia o que era um proxeneta.

Voltou, pesquisou o dicionário e descobriu o que seu vizinho aprontava: era um gigolô! Devia ser um notívago dissoluto, bicho-solto, desprezível de quaisquer veleidades de um verdadeiro apego.

Silva era diferente: trazia seu nome na sua empresa, era um homem direito e regrado, tinha princípios, fidelíssimo à sua esposa.

Dia desses Muzumbo bateu-lhe à porta. Precisava resolver algumas pendengas jurídicas. Silva, ávido e sagaz, perguntou para Muzumbo com o que trabalhava. O negrão apurou ser proxeneta, senhorio do sexo descompromissado. Silva negou a ajuda, “feria a consciência e os bons costumes”.

O negrão levantou-se, apoiou as duas mão na mesa de vidro do advogado e prostrou-se mais à frente, quase colando a cara com a de Silva:

— Pago em dinheiro e na hora que o senhor quiser.

Silva, que estava em vias de falência, percebeu que aquele confronto de costumes morais havia cessado na hora. Fecharam negócio.

Muzumbo cuidava dos encargos com suas senhorinhas. Silva livrava Muzumbo das encrencas, com negociatas sociais e propostas que o negão nem imaginava.

É claro que o varão do ébano sempre tentava Silva a participar de suas esbórnias. Apesar de bebericar alguns brandies no escritório de Mozumbo, Silva sempre resistia às solicitações, com um estoicismo sem vacilações. Forjara-se assim uma amizade, feita de respeito pelas diferenças: Muzumbo, um mulherengo nato, em eterno toque-e-foge pelas labaredas do sentimento; Silva, uma figura temperada pela solenidade do seu elo amoroso e fidelidade aplicada.

E esse era o contraste fabuloso que governava a vida dos rapagões: uma conformidade de duas áreas totalmente opostas, com um diferente ponto de vista sobre amor, paixão, sexo e prazer.

Tempo passou, Muzumbo acabou casando com uma mulatinha que tirara da vida fácil. Silva, do Silva & Associados, separou-se de sua mulher e agregou, em seu “Associados”, a lucrativa alcunha oculta de proxeneta.

A mulher patológica

25 de julho de 2007

O telefone tocou e ele não atendeu. Tocou novamente. Sabia quem era, sabia o porquê daquela ligação. Na terceira vez, atendeu com uma voz fria. Ela queria vê-lo, queria conversar. Ele apenas respondia suas questões.

Ela estava carente. Carente e tarada — mais precisamente. E sua súplica quase o convencera.

Ceder uma visita à ela seria voltar-se contra seus princípios. Ceder seu corpo novamente para aquela mulher seria amargurar sua vida já amargurada.

Negou. Venceu-a com sua lábia descabida. Simulou um mal-estar, desconversou-a. Despediram-se.

Ela percebeu que ele não era mais tolo, usável e fútil. Ele percebeu que estava ficando forte. Estava ficando, não era ainda.

Se fosse forte não lamentaria, pensativo e impaciente. Sua vontade de possuí-la ainda o carcomia por dentro. Mas por hoje a batalha havia se encerrado.

A mulher ciumenta

25 de julho de 2007

A mulherzinha era ciumenta e possessiva. Desconfiava da mulherenguice do seu marido. Chamou a amiga, tramaram um plano: ela daria em cima do canalha.

É claro que para aquela mulher, seu conjuge era culpado, até que se provasse o contrário.

Dia desses ele estava sozinho em casa. Era tarde da noite, calor insuportável, futebol na televisão. Ele estava tomando uma cerveja. A campainha tocou, era a amiga gostosona da sua esposa.

Ela entrou, ele fechou a porta. Ela insinuou, ele se fez de desentendido. Sentaram-se no sofá. Ela pousou a mão sutilmente na coxa do homem. Ele a olhou, beijaram-se vorazmente.

— Canalha! Sua mulher tinha razão! — Disse ela, interrompendo
    bruscamente o beijo.

— Razão? — Ele retrucou, na esquiva, tentando entender.

— Ela tinha razão… Seu beijo é quente! Vem cá que vou arrancar sua roupa.

A amiga e o mulherengo viraram amantes.