Hoje, como em todos os outros hojes e quaisquer ontens, nada mais de desatinos para me refugiar a alma.
Um dia mareado como os olhos que insistem em molhar um rosto ainda virgem e trôpego de palavras amarelecidas. Sentimentos meus ou mais meus, e a vã tentativa de apenas apagar o quadro em uma revirginidade de olhos recompostos.
Dia após dia.
Perfeito de uma nova visão, creio aqui. E creio ainda que esta luz e essa hora e este momento e todas as vidas que em perpétuos ufanismos pairam estejam neste meu ser.
Hoje estou sentimentando suas escolhas em azuis olhares que pousam assim, na face que a casaria com o homem onde sempre sonhara morar.
Hoje.
E a perfeição atônita as vezes confunde a realidade mais que perfeita com uma onda de sonhos. Sonhos que encaram de olhos vidrados o amanhã que, seja o que for, será outra coisa. Sempre outra coisa, sempre outros sonhos.
Olhos vidrados e sonhos recompostos.


