DAS PRATELEIRAS DO VELHO PORAO EMPOEIRADO

segunda-feira, 16 de julho de 2007 | 2:14 pm

Não, não esqueço a melancolia dos atos vagos e mecânicos e inertes vascolejando velhos lembretes e lembretes ruidosos. Lembra? Era até o album de cromos. Ah, os cromos, como eram difíceis de retirar o auto-colante! E colava-os em seu caderno. Adorava te ver colando cromos, ornamentando-os em volta com hidrocores e amores, traços incontidos, por vezes tímidos. Por que não?
O porão era de porta estreita. Emperrada desde sempre aquela entrada do porão. Briquedos velhos.
E aquele porão mostrou-me onde guardar as velhas e boas lembranças.
Melancolia da vida, ó, segura em uma mão trôpega e senil as lembranças não tão boas. Se boas fossem, não estariam em um porão. Ah, o porão que agora mostra-me claramente que lembranças chinfrins ainda não se descartam. Guardemo-as por dó. Descartar seria amainar a vida com novos disparates.
Aquele velho porão de porta torta, emperrada de sentimentos. Aqui. Aí.
Porão velho da portinha branca no canto do seu coração, e eu o quero vasculhar.
O porão era de porta estreita. Emperrada desde sempre aquela entrada do porão. Briquedos velhos.
E aquele porão mostrou-me onde guardar as velhas e boas lembranças.
Melancolia da vida, ó, segura em uma mão trôpega e senil as lembranças não tão boas. Se boas fossem, não estariam em um porão. Ah, o porão que agora mostra-me claramente que lembranças chinfrins ainda não se descartam. Guardemo-as por dó. Descartar seria amainar a vida com novos disparates.
Aquele velho porão de porta torta, emperrada de sentimentos. Aqui. Aí.
Porão velho da portinha branca no canto do seu coração, e eu o quero vasculhar.






