O GRANDE GRAFICO DA BRUTALIDADE HUMANA


sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 10:39 am

Acredito que todo mundo com um pouquinho de discernimento emocional e social, admite, com o tempo, que o ser humano é um monstro devastador e destruitivo.

Generalizando, mesmo.

Qual é a primeira reação pública massiva que se nota quando uma comunidade entra em colapso, blecaute, estado de alerta ou crise interna? Destruir tudo, é claro. Saquear, confrontar, matar.

É a torcida organizada que passa e quebra vitrines. Ou mata um infeliz torcedor rival que cruzou o caminho.

São os novaiorquinos, ianques rednecks saqueando o que podem no último grande blecaute do leste americano.

Gente que rouba donativos, invade mercados e apodera-se de todo o estoque etílico de mercados que foram inundados no alagamento catarinense.

O humano tem requintes de crueldade quando o assunto é cultural. A massa é vergonhosa e pútrida. Os populares lincham mesmo, se você soltar um criminoso no meio deles.

E a torcida do pão-e-circo aplaude e afaga os verdugos com julgamentos de Talião, como se a justiça do certo fosse o absolutismo vivencial.

O humano está mais arredio. Não fala mais bom-dia. Ninguém mais se cumprimenta. O indivíduo está cada vez mais cercado de redomas e escudos protetores. “Culpa da sociedade”. “Culpa dos criminosos que andam soltos”. ” A sociedade faliu”.

O sociopata é você, anarquista zombador.

O trânsito urbano virou uma mácula no convívio coletivo. Uma pequenina guerra de poderes começa toda vez que a ignição promove as pequeninas explosões dentro do motor. A disputa de espaço no trânsito caótico, o estresse do engarrafamento, a lerdeza, a falta do pisca, a fechada, a pequena colisão que apenas arranhou  a traseira.

O taxista, que é um profissional desta guerra, acredita em sua superioridade medíocre.

A arma apontada por um demente. A briga que resultou em espancamento. A perseguição gerada depois de xingamentos mútuos. A chave-de-roda que estoura um vidro lateral. O risco na lata “para este filhadaputa aprender”.

Somos monstros inflexíveis, meu caro.

Não existe mais amor. Não existe perdão, compaixão, ternura.

Nossas arestas pontificam cada vez mais espinhos ao nosso redor que não deixam alternativas a não ser nos afastar mais e mais de indivíduos também espinhudos.

O poderio bélico da nova ordem mundial tem capacidade para destruir o planeta Terra umas 15 vezes. Sem brincadeira! Temos os melhores requintes de dizimação social. A indústria bélica é linda.

Somos o único animal que consegue planejar o extermínio da nossa própria espécie. Inventamos a guerra. A luta já não tinha mais graça, mesmo porque todos os animais lutam. Nós não… Ah, tínhamos que evoluir, não é mesmo?

Geramos mais de 350 guerras em menos de 300 anos. Matamos 86 bilhões de pessoas. Um prêmio justo aos agressores, já que na maioria delas os opressores pisaram a garganta dos oprimidos sem dó e sem piedade.

Até o futebol causou uma guerra idiota, veja você.

Dê voz aos anônimos, para você ver. Criará monstros vorazes que saberão mesquinhamente como te reduzir à merda.

O humano é uma vergonha.

Adoravelmente repugnante, por assim dizer.

divisor

O gráfico abaixo baseia-se no estudo de Harmann-Krupki-Valentino (postulat.1997) onde “a linha tênue que separa” (termo que virou jargão e lugar-comum posteriormente) é a base absoluta das curvas comportamentais e socioólicas de comunidades históricas ao decorrer da coexistência universal.

Pode se observar que a proporcionalidade temporal não se interrelaciona com métrica alguma, quando Valentino publica um dia quotidiano ao mesmo espaço de uma era histórica.

O grande gráfico da brutalidade humana.

HARLEY DAVIDSON


quinta-feira, 25 de junho de 2009 | 3:03 pm

Teste da nova lente ultra-clara prime f:1.4 adquirida dias atrás:

Harley DavidsonBrincadeira: é a velha e amadora FinePix que ninguém quer comprar.

INFORME PUBLICITARIO


terça-feira, 23 de junho de 2009 | 4:31 pm

Tenho um amigo chamado Pererinha. Ele é meio esquisitão, mas muito gente boa. Eu o conheci quando ele fez a besteira de entrar na empresa onde eu trabalhava. O pior é que ele ficou amigo do Jéfson outra flor incheirável.

E a gente estragou ele. O cara, que outrora era afável e bondoso, tornara-se mesquinho, alcoólatra, cheio de manias estranhas e trejeitos malévolos.

Chegou ao fundo do poço quando matou um colega de trabalho descobriu que a empresa em que ele trabalhava não lhe garantiria uma aposentadoria cheia de mordomias. Largou a posição profissional, virou desempregado, foi despejado e perdeu a dignidade ao começar a furtar guloseimas em mercados e feiras.

Mas a vida é cheia de sorte e revés, o jovenzinho conseguiu se reerguer, largou a bebida, empregou-se novamente, garantiu renda, casou.

Mas ainda está passando um perrengue danado.

E por conta disso ele resolveu ter a brilhante idéia de mendigar fundos para seu sonho mais promíscuo e esvoaçante: comprar um MacBook Pro.

Criou um site, meteu o tutano para relembrar das aulas de CCAA de trás dos montes e pá! Fundou uma nação de um domínio só com seu pedido oficial de ajuda.

Como a gente sempre sacaneou ele com montagens (o Pererinha era, de longe, a figura mais iconoclasta da empresa que sofria montagens engraçadas, como esta logo abaixo) Agora chegou a hora de se redimir.

Ajude-o na inclusão digital com o Apple da Familia. Divulgue nas listas do Yahoo, do Google Groups, parentes abastados, gente fina da melhor qualidade. Ele merece.

Enquanto isso postarei, semanalmente, montagens pertinentes que a gente fazia dele:

Pererinha, do site http://www.helpmetobuyamacbookpro.com/

DIVERGENCIA DIVERTIDA


segunda-feira, 22 de junho de 2009 | 3:37 pm

Não sei o que causou maior dúvida: o preço alto do limone ou a divergência especulativa do “cesiliano” de cima ser 10 centavos mais caro que o “seciliano” lá de baixo.

Foto de um iPhone. Apesar da lentícula medíocre, de vez em quando saca belos retratos.

Limão da Sicilia.

MITSUBISHI MOTORSPORTS 2009


segunda-feira, 22 de junho de 2009 | 3:24 pm

Há um mês atrás tive que tomar uma séria decisão na minha vida: participaria da terceira etapa do MMS “Sudeste” aqui em Brasília como competidor ou como apoio?

A dúvida era grande por algumas razões elementares: a estrutura e o marketing que corre 24h durante todo o evento é viciante. Não conheço outro rally monomarca no Brasil que tenha tamanha organização e seriedade como o que vi sábado passado.

Optei por “competir”.  A inscrição era irrisória e todo o protocolo formalizado sem delongas. Eu como “piloto” e a Célia como “navegadora”. Sexta à noite assistimos uma aula de navegação com nada menos que Lourival Roldan, diretor de prova, o homem que participou quatro vezes do Dakar, dez vezes do Sertões, navegou para o Spinelli, Vívolo, Kolberg, Hoffman.

Largamos com uma planilha na mão, uma calculadora, um gps e um cronômetro. Não nos perdemos, atrasamos pouco, matamos tempo perdido em neutros, quase atropelamos uma cobra, uma perdiz e um competidor na contra-mão e finalizamos na 55º posição de 181 participantes, onde mais de 20 carros não completaram a prova.

Para quem nunca participou, valeu o esforço!

Em agosto tem mais uma etapa em Curitiba. Se você mora na região e tem um carro com os três diamantes na grade dianteira do carro, não perca.

Vale cada segundo perdido nos “PCs”.

Esperando a saída

O brucutu saiu doidão no adesivo do patrocínio ;)

Lourival Roldan, Diretor de Prova, na largada.

Neutro no meio da prova

Parte da prova

Primeiro neutro

O RESGATE DA PRINCESA CAUSTICADA


quinta-feira, 18 de junho de 2009 | 3:50 pm

O resgate da princesa causticada

VAO DO MOLEQUE


terça-feira, 16 de junho de 2009 | 11:08 am

O Vão do Moleque é a comunidade quilombola kalunga de acesso mais difícil e complicado da região da Chapada dos Veadeiros e Cavalcante. Em uma grande depressão com 300m acima do nível do mar, a região é cercada por paredões de chapadas que alcançam mais de 1300m de altura, rios belíssimos de água transparente e uma exuberância de flora e fauna intocáveis.

Este feriado foi dia de conhecer a região, em uma expedição organizada pelo Jeep Clube de Brasília, com a participação de 30 veículos 4×4.

O primeiro impacto foi saber que uma mineradora de Manganês alargou e meteu pontes na estrada que circula o parque. Alem de transformar toda a marginal do trajeto em um imenso monocromático marrom, acabou com a magia de transpor riachos de águas transparentes com o carro.

Já no acampamento, outra frustração: o governo gastou um belo dinheiro para fazer, no meio do nada, uma extensa pista de pouso para “ajudar a população kalunga”. Na época da reeleição, pousou ali aviões com medicamentos, médicos, dentistas, suprimentos, alimentos básicos. Hoje, a pista serve apenas como parte da antiga estrada que ali passava.

Muitas fotos, como sempre:

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O comboio reunido.
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Estrada de terra para o Vão do Moleque
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Estrada de terra para o Vão do Moleque
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Estrada de terra para o Vão do Moleque
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Detalhe do pneu de um dos carros
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Uma das paradas do comboio antes da descida da serra
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Pegada no talco.
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Flores de beira de estrada, que duram menos de um dia coloridas e depois ficam cobertas com a poeira-talco que os carros levantam.
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Reagrupamento do comboio.
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Mata-burro.
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Paisagem do alto da chapada.
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Uma das minúsculas flores que aparecem nesta época do ano.
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Um arbusto típico da região, conhecido como chuverinho
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Uma das minúsculas flores que aparecem nesta época do ano.
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Vista do início da descida da serra sentido Vão do Moleque.
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Uma camionete antiga cruza o comboio com várias crianças na caçamba.
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Entardecer na estrada, contornando a descida.
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Raios de sol rasgam a poeira levantada pelos veículos.
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Uma das poucas retas da descida, com o vão ao fundo.
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Último reagrupamento do comboio antes de anoitecer.
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Últimos raios de sol durante uma travessia do MMCC - MitsubixoMadCapCar
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comboio esperando a travessia noturna de um dos muitos rios que cruzam a estrada.
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Parede riscada à pedra de talco.
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Mantimentos e material escolar doados pelo JCB à escola local.
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Mantimentos e material escolar doados pelo JCB à escola local
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Dois filhotes subnutridos que circulam as redondezas da escola.
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Detalhe da construção típica kalunga, com folhas de buriti como telhado e paredes de adobe.
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fogão à lenha.
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Detalhe do desenvolvimento das espigas de milho no solo árido da região.
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Uma das cadeiras da sala de aula
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Povo do JCB conversando com um casal Kalunga
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O catolicismo fervoroso faz parte das crenças kalungas.
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Parte do comboio junto à camionete antiga dos kalungas
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Um garfo com os dentes entortados, pregado na parede.
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Três sacas de arroz, safra de subsistência para consumo até o final do ano.
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Pessoal do JCB tomando um café na cozinha de uma casa kalunga.
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Parte do comboio original em frente à escola da comunidade Kalunga
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A exuberância da natureza no trajeto de volta.
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A estrada tem algum tipo de sinalização, como esta placa.
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Toyouta Bandeirante chegando no Mirante Nova Aurora
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Jeep Cherokee chegando no mirante Nova Aurora
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André e Fabi “mirando” no mirante Nova Aurora.
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Mercearia de Portugal, um secos e molhados na saída de São João D´Aliança
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O carro, feliz da vida que foi brincar na caixa de areia =)
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Panorâmica do mirante Nova Aurora, ponto de salto de vôo livre.

E um vídeo onboard do MMCC, o carro com a trilha sonora original mais descolada da carretera:

TEMPUS FUGIT


quinta-feira, 4 de junho de 2009 | 3:08 pm

O grande barato de manter um blog de bandeira branca (sem patrocinadores, mecenas ou condominados) é um detalhe chamado timing, que o mantém livre e sem sufocamentos.

Outra coisa boa é o rumo generalizado e despretencioso que o conteúdo segue. Nada de fechamento de matérias ou deadlines impossíveis.

A anarquia é a eloqüência venal do conteúdo livre.

TALVEZ, DESDE SEMPRE…


quinta-feira, 4 de junho de 2009 | 11:20 am

Como se decompõe o olhar com que uma mulher observa outrem

DOG FISH EYE


quarta-feira, 3 de junho de 2009 | 9:15 am

Era uma foto perdida: as cores estavam estranhas, sem foco na cabeça e com uma tentativa de crop sem sucesso.

Ficou 4 anos esquecida no arquivo morto de um cd de becape fotográfico, na pasta \rever\.

Até que eu apliquei 10cc de Fotoxopina intravenosa  na foto e voilá!

Dog´s Fish Eye

THE SUPER


quarta-feira, 27 de maio de 2009 | 10:08 am

I´m not the Superman, but that´s OK.

II MOSTRA ZEZITO DE CIRCO


sexta-feira, 22 de maio de 2009 | 4:49 pm

Os Makakósmicos, Apresentação da II Mostra Zezito de Circo, em uma cama elástica, atrás do teatro Plínio Marcos:

os makakósmicos

Foto lenta, 1/10, sem suporte, tripé, à noite e longe do objecto.

O MEU CD AUTOGRAFADO


terça-feira, 19 de maio de 2009 | 4:00 pm

Minha formação musical é baseada em muitas vertentes culturais: a herança clássica dos muitos LPs de sinfonias completas do meu pai; o rock clássico das fitas K7 do meu irmão; o “DracmaSound” e o pop oitentista do meu tio Mauro; as intermináveis tardes remixando meia duzia de setlists para festinhas de garagem, rotuladas à pincel atômico para as perfeitas noites-inesqueciveis-impossíveis de inverno.

Eu não sabia, mas toda vez que eu sampleava algumas músicas em fitas diversas, na discolândia de um amigo meu (que por sua vez emprestava do estoque os LPs para minhas fitas) eu exercia a famigerada quebra de direitos autorais.

É claro que nem ele nem eu, naquela cidade de interior, sabíamos que era algo fora-da-lei.

Assim eu conheci muitas músicas resquício dos anos 80. O bom e velho rock’n'roll, as batidas eletro-pop-musik herdadas dos kraftwerks, localismos como os gauchescos Cascaveletes, Engenheiros, Nenhum de nós.

ritchieE ai tinha alguns clássicos como Ritchie, e seu abajur cor de carne. Que é o camarada da foto ao lado. Autografada.

Eu lembro que bem no começo do século, quando a internet ainda era bela e os bichos ainda falavam, O Ritchie postava em um blog (quando blog também era uma coisa que não existia). Eu falei para ele que tinha uma versão da musica dele ripada de um LP que foi ripada de um k7 que foi ripada para mp3. Ele até foi gente boa em falar para não disseminar no Kazaa!

25 anos depois eu tenho, finalmente, uma versão de “Menina Veneno” dentro da lei. Edição de luxo, remasterizado, com encarte e comentários de todas as músicas. Autografado.

Fica aí, babando.

divisor

Tá, vou dar uma colher de chá: acesse ai o site do Ritchie e peça o seu online. Você recebe em casa, autografado. E aí você pode justificar aquela richie-menina_veneno.mp3 que tem lá naquela sua pasta c:\mp3\brasileiras-sortidas\ Mesmo porque não é todo artista musical que sobrevive de luz, não é mesmo?

NOVAS TECNOLOGIAS MIDIATICAS


sexta-feira, 15 de maio de 2009 | 10:54 am

Sciencia - Telephoto.

O PERFUME DA MULHER


quarta-feira, 13 de maio de 2009 | 9:11 am

É dela. É dela o perfume adocicado que achincalhou meus inocentes devaneios como uma música clássica, allegro non troppo, palpitando em minhas ventas.

Estávamos ambos parados, na praça central. Minha casa era a terceira, amarela das janelas brancas. A praça sempre foi minha, por direito. E por vontade pessoal, o que não exime meus achismos inúteis. Ela fitava algumas crianças a brincar. Seu olhar era vago e gostoso. Esperava alguém, suponho. E eu simplesmente observava aquela mulher. Culpa do vendo, fique claro: contrário à ela, favorável à mim, trouxe-me as frutadas notas adocicadas ao meu olfato furtivo.

Ela se aproximou, perguntou as horas. Oi, tudo bem? Respondi. Ela sorriu. Um sorriso daqueles significava um “tudo bem” todos os dias, acredite. Só podia ser. E você, como vai? Ah, se ela deixasse eu dizer a verdade, falaria a plenos pulmões o que aquele sorriso momentâneo representava para mim. Mas era apenas uma saudação casual, um  pedido de horas de uma desconhecida, apesar de vir precedido de um sorriso e de uma leveza descomunal.

Disse as horas. Emendei um elogio fajuto ao extremo: disse que seu sorriso era bonito, que seu cabelo sabia dançar deliciosamente com a brisa gelada, que seus olhos eram magnificos-intrigantes. Enquanto conversávamos, um jazz leve tocava em minha cabeça. Ah, isso é um dom! Quiçá com um volume tão alto que até ela poderia ouvir. Sorriu e me agradeceu as sentimentalidades.

Ana Claudia, ela disse. Percebi que ela perdeu fôlego ao sussurrar seu nome. Um olhar cruzado quando escutei seu nome, e tudo girou em uma velocidade estonteante. Eram fatos antigos, lembranças, adolescência e descobertas. Rápido, rápido. Aquela mulher à minha frente fôra uma antiga namorada de colégio. Não pode ser!

Disse-lhe meu nome. Sua expressão também a deixou pasma. Crescemos, sumimos daquela cidade, cada um construiu um pequeno começo de futuro. Éramos apenas adolescentes. Eu amei aquela mulher no passado. Ah não, era o primeiro amor inesquecível!

Eu toquei em seu rosto. Ela acariciou a minha minguada e escanholada barba. Entendeu e me abraçou. Eu precisava dela mais do que tudo. Não, precisei, não preciso mais. Ah sentimentalidades! Confundem-me e gargalham. Aproximamo-nos, olhos nos olhos. Por um longo espaço atemporal.

Afastou-se. A música em minha cabeça parou. Disse estar casada, teve uma filha “aquela com roupinha rosa”. Despediu. Eu disse que entendia e que iria embora, era um compromisso inventado de imediato. Era a razão, como sempre.

Aquele abraço deixou resquícios de um doce perfume maravilhoso. Fez-me crescer um fino sorriso pelo rosto.

No caminho desconexo ao compromisso imaginário, entendi como a vida sabe pregar peças. Minha vida mudou naquele momento. Coisa boba, pensei. Mas logo notei que troco a roupagem dos meus sentimentos a cada encontro ou desencontro vivencial. Imagina quantos desavisados — sortudos — que se apaixonam subitamente por uma mesma pessoa, duas vezes, existem nesse mundo? Blasfemo a sorte. Sorte? Nunca existiu. Isso são pequeninos milagres vivenciais que recebemos diariamente, e que nunca percebemos ao certo, que de fato, existem.

Cantarolei a música que tocava no rádio do carro. Era o único final feliz encontrado.

O DIA DA MARMOTA


sexta-feira, 8 de maio de 2009 | 11:52 am

Depois que inventaram os demoníacos telefones que suportam MP3, praticamente todo mundo tem uma musiquinha, efeito especial ou qualquer outra maracutaia sônica ridícula nos antros do telemóvel.

Antes mesmo da tecnologia MP3 e da tela colorida povoar a realidade telefônica nacional, eu sempre imaginava ter um telefone com alguns toques específicos. Um deles era o inicio da musica Time, do Pink Floyd. Outro, era o áudio do despertador do filme “Groundhog Day” (Feitiço do tempo, 1993) com Bill Murray.

Clique aqui para baixar (465kb)Como eu nunca achei esse barulho, resolvi extrair o som  para colocar no meu despertador diário. Resultou em um arquivo pequeno, que está escondido e compactado no ícone da flecha com fones de ouvido ao lado. Meio mega de puro saudosismo.

DICIONARIO DE INFORMATICA


quinta-feira, 7 de maio de 2009 | 2:35 pm

Publiquei este dicionário em 1999, no falecido “blog” pessoal (um site com textos esparsos) que ficava à sombra do GuiaCWB, outro finado site de cultura e entretenimento curitibano.

Republico ele aqui, apesar da resistência que, ano-a-ano o fazia mais esquecível pela mediocridade que sempre foi.

Mas gosto de alguns destes desenhos tortos e mal-feitos, desenhados com um singelo tablet 4×3.

E a gente não tem que ter vergonha do passado. Ou não.


Bit

O BIT — O bit é um bicho redondo, com membros alongados. Na teoria ele é um dígito binário, a menor unidade de informação de um computador, que pode assumir apenas um valor binário: 0 ou 1.

O bit é o cara que faz o joínha, com o dedão para cima ou para baixo. Dedão para cima é ligado, ou número 1, dedão para baixo é desligado ou 0. Isso é um BIT: Bixo Interessado em Trabalhar.


Byte

O BYTE — O Byte é uma trúpe de oito bits que sabem andar de moto. O Byte — uma das mais famosas e valentes trúpes de equilibristas — sempre se apresenta nas comemorações de 7 de setembro em Brasília, como motoqueiros da PM. O byte é responsável pela transmissão de 8 joínhas para o processador.


KByte

O KBYTE (KiloByte) — O KByte é uma romaria para o Chade, de trúpes de bits, com cerca de 8000 integrantes. Um kbyte freta 92 ônibus-lotação, e espreme 90 caras do joínha dentro, em uma viagem de mais de 9000 kilômetros e cerca de 9 dias. As suas motos vão embaixo no bagageiro. Os bits sempre reclamam que está apertado e abafado dentro das lotações, mas eles cantam e dançam músicas de acampamento para o tempo passar mais rápido.


KByte

O MEGABYTE — O megabyte é como se um milhão de trúpes de bits equilibristas fizessem um congresso no Chade, um país africano que é famoso por seus beduínos, e que tem uma população de cerca de um milhão de pessoas, o equivalente à uma trúpe por habitante. Geralmente essas trupes chegam em kbytes, as incômodas romarias de lotações apertadas.


GigaByte

O GIGABYTE — O Gigabyte é o mesmo congresso mundial das trúpes de equilibristas do Chade, mas depois de ter feito uma propaganda de um minuto na final do SuperBowl. São um bilhão de trúpes de bits equilibristas reunidos na Índia. A Índia tem cerca de um bilhão de habitantes, o equivalente à uma trupe de equilibristas para um habitante.


Pixel

O PIXEL — O pixel é o primo do BIT, o cara do joínha, mas é daqueles primos polacos que são mais fortes, maiores e mais coloridos. Geralmente eles são os caras que falam com o público e que são mais vistos que estrelinha de Big Broder, pois sempre estão em bandos nas telas de computadores. Adoram as cores Rermelho, Gerde e Bazul (RGB).


Banco de Dados

O BANCO DE DADOS — O banco de dados é um lugar que cabem sempre 3 dados. Eles se reúnem ali para conversar sobre política, religião, futebol, mulher pelada e, é claro, sobre como trapacear em jogos de azar.


Buffer

O BUFFER — O Buffer é um local temporário de armazenamento. Buffer deriva da palavra Buffet, onde os bits - equilibristas fantásticos - temporariamente param para se alimentar de dados. Sim, os bits comem aqueles figurinhas que conversam no banco sobre mulher pelada.


Bug

O BUG — O bug é um bit muito loucão, que não quis ser equilibrista como seus irmãos, e sua mãe, a dona Edinalva, o reprova. Como ato de rebeldia, ele sacaneia “os joínha” de seus irmãos e parentes, causando ruídos e problemas na comunicação da rapaziada.


Pau

O PAU — O pau é um bit das cavernas, originário do arcaico ENIAC, todo peludão, com monocelha e um bigodão gigante. Ele é psicopata e tem desvio mental. Mata à sangue frio os bits que encontra. Geralmente se esconde nas montanhas do Afeganistão ou em blogs abandonados e desatualizados. Posts novos afugentam esses neanderthais. A principal caracteristica das ações maléficas do PAU é quando aparece a tela azul no seu windows, os GPF´s ou então quando seu computador começa a travar e falhar.


Cache

O CACHE — O cache nada mais é do que o lugar onde a gente guarda os bits mais usados. Cache é uma palavra francesa que, em bom português, significa caixa. E caixa serve para guardar as coisas.


FAT

A FAT — Fat significa File Allocation Table, ou, em bom português, a pança dos bits. Os bits comem os dados, por isso chamam-os discriminadamente de fat (gordo, em inglês). Aqui, quanto mais a FAT come bits, mais importante ela é. Igual na ilha Samoa.


Gif Animado

O GIF ANIMADO — O gif animado é composto basicamente por pixels, os primos polacos do bit. Um GIF animado não passa de um pixel polaco bêbado fiasquento, que sobe em cima da mesa para dançar macarena. Um pixel bêbado é um GIF de 1×1. Um monte de pixels bêbados em uma festa são as imagens animadas normais. Se bebem Cinzano, são GIFs vermelhos. Se bebem Martini, são GIFs amarelos. Se bebem de tudo, acabam virando aquelas imagens muito loucas que ninguém entende mesmo.


IRC

O IRC — Más línguas dizem que o IRC significa Internet Relay Chat, com suas variantes, como o mIRC. Errado! IRC não passa da onomatopéia do soluço de bêbado, que pode ser o pixel polaco bêbado (vide GIF ANIMADO), o bug (vide BUG), o PAU (vide PAU) ou raramente, um bit desiludido que tomou uma cana a mais.


Jumper

O JUMPER — O jumper é erroneamente reconhecido como aquela peça minúscula preta, que serve para definir configurações de hardware. Errado! Jumper é um bit gozador que ganhou da tia Edinalva, mãe do bug (vide BUG), o pula-pula do Gugu no seu último aniversário.


Ponto Flutuante

O PONTO FLUTUANTE — Evalf. Esse é o nome do bit que, por pura preguiça, não quis aprender a nadar nas ondas da internet. Alguns nerds e programadores de plantão poderiam dizer que Evalf é comando para obter um decimal, mas não tem nada a ver. Evalf tem vergonha de dizer que não sabe nadar, e ainda por cima tem que agüentar gozações de seus parentes pixels polacos bêbados sobre sua bóia de cavalinho.


Warez

O WAREZ — Warez é o apelido do Waresmirton Ramirez Ramirez, um bit que adora usar produtos falsificados e de preferência duvidosa. Ele toca harpa paraguaia, tem um tenis Retook, escuta seus cd´s “hecho en paraguay” e ainda faz pose com seu Juanito Caminador Tarjeta Negra. Sacoleiro de informações, sempre tem soluções baratas e instantâneas para seus colegas. Dizem que é ele quem descaminha armas para o PAU, mas aí eu não posso confirmar a informação.

VAMO QUE VAMO


quinta-feira, 7 de maio de 2009 | 12:20 pm

É, rapaziada. Dois anos de MadCap.

E-MAIL MARKETING: A BOMBA.


quinta-feira, 7 de maio de 2009 | 12:12 pm

Trabalho com internet há 11 anos. Tenho formação e experiência em publicidade e marketing. E isso é tempo suficiente para te explicar o por quê de parar de insistir nesta bomba chamada “e-mail marketing”.

Vamos por postulados e teoremas, que assim é muito mais fácil compreender como funciona o mercado da internet, o usuário final, as caixas de e-mail e webmails e a diferença entre e-mail marketing e spam.

Todo e-mail não solicitado é um spam.
Caso o usuário não tenha feito um cadastro em seu site, clicado no caixote “Quero receber novidades por e-mail” e aceitado o termo de responsabilidade e sigilo de dados, toda a correspondência que você mandar para ele será considerado spam. E ponto.

Todo spam é lixo.
E é por isso que toda caixa de mensagem de qualquer webmail tem um icone chamado lixeira. Não é arquivo morto, Não é  becape. É LIXO.

Atratividade.
Existe uma diferença gigantesca entre a TV de plasma com desconto de R$1599 que uma megastore virtual anuncia para seus milhares de clientes cadastrados e o seu “suco de clorofila” de procedência duvidosa. Começa pela credibilidade do primeiro item desta lista e termina pela qualidade gráfica empregada no e-mail. Megastores virtuais preocupam-se com a qualidade editorial da correspondência. E isso não é igual ao seu e-mail cheio de texto colorido e a foto de uma mulher de plástico de Photoshop que você insiste em usar.

O usuário não está nem aí para mensagens publicitárias no e-mail, por alguns motivos óbvios:

  1. Com o passar dos anos, a internet ficou tão infestada de banners e spams, que o usuário já criou um filtro biológico e natural que ignora tudo o que ele não está procurando. e isso é comprovado;
  2. Usuários de webmail (que são a maioria esmagadora dos usuários de e-mail) não querem saber de suco de clorofila ou de perder peso, aumentar pênis, ter ereções do tipo rocha. Querem apenas saber quem o adicionou na rede social ou então ver as fotos que alguém mandou de algum lugar para o qual viajou. E é só.

Leis e faz-me-rir.
Não adianta mandar spam para aquela lista de 8 milhões de emails seccionados por categoria (brinde +1 CD-ROM) que você comprou em algum site malandro, alegando que  “não pode ser considerada spam porque tem um botão remover” no final. Se você está supondo que seu pretenso consumidor é otário, pense bem como ele verá seu produto.

Se você não quer gastar dinheiro, você não obterá sucesso algum na internet.
Alcançar o máximo de consumidores potenciais para seu produto requer planejamento de marketing e profissionalismo. Atigir 9 pessoas em 10 milhões é pouco. 0,00001% é disparado o pior retorno publicitário que uma campanha pode alcançar. Até jornalzinho de bairro ou catálogo telefônico fajuto tem mais retorno.

A internet é de graça.
Mas não gera credibilidade. Não ache que descobriu o ovo de Colombo, mesmo porque spams existem antes de você ter ouvido falar em internet pela primeira vez. Só porque você enviou milhões de e-mails não solicitados em uma única noite, não significa que não houve gastos. Um e-mail mal feito com um tamanho de 100kb disparado para um milhão de contas gera quase 100 gigabytes de tráfego instantâneo. O transtorno dessa bomba em uma rede pequena ou média é catastrófica: atrasa em quase duas horas o tempo de resposta de servidores, sobrecarrega caixas de mensagens corporativas e faz com que todo mundo tenha ódio mortal do seu anúncio de “Seminário sobre liderança para líderes”

Todos terão e-mails para sempre.
Por culpa desta esperteza toda de “empresários” que acham que vão enriquecer com e-mails não solicitados, milhares de usuários estão abandonando pregressivamente o uso do e-mail pessoal. Estão migrando para comunicadores instantâneos, redes sociais, micro-blogs, blogs. Cansaram dos spams. Usam e-mail apenas para cadastros em sites. E se você pudesse mensurar como um e-mail não solicitado é odiável, jamais arriscaria a reputação do que quer que você anuncie ali.

Não acredite em opt-in.
Ninguém consente por livre e expontânea vontade que quer receber e-mail marketing de qualquer coisa por qualquer motivo.

Não existe normas, condutas ou boa-prática com e-mail não solicitado.
Spam é spam. Não há lei que proteja e-mail marketing. Não seja otário: colocar textos como “Esse e-mail não pode ser considerado spam se houver uma forma de você ser removido” é um tiro no pé. Pelo simples fato da palavra SPAM estar no seu e-mail, a chance é alta de seu material parar na lixeira. Bayes, X-Spam-Checker, CRM114, SpamAssassin e Bogofilter que o digam.

E, mesmo assim, depois de toda essa argumentação franca e real, você ainda decidir arriscar a reputação da sua empresa/produto com spam, boa sorte. Você vai precisar.

RECUERDOS DE 43


quarta-feira, 6 de maio de 2009 | 2:31 pm

No pátio do então 6º Regimento de Artilharia de Campanha de Curitiba, um quebra-nozes:

marreteiro