UM ANO, NOVAMENTE.


quinta-feira, 3 de julho de 2008 | 5:26 pm

É, o MadCap completou um ano de idade em maio. Entenda seis, da vida regressa.

A vida estava tão por aí avoada que nem para lembrar, lembrou.

Vamo que vamo.

O EXPATRIADO EM PARIS


quarta-feira, 25 de junho de 2008 | 2:50 pm

Sabado passado lembrei de um fato sem muita importância dos meus áureos tempos de caserna. Naquela época havia muita gente querendo destaque nesta vida de fama e apareciam pessoas de todos os tipos, dos obstinados aos cultos, passando pelos indecisos e influenciáveis, sem esquecer os talentosos e os dissimulados.

Havia um cabo taifeiro muito esquisitão, que vez por outra, vinha me mostrar uns escritos obscuros e depressivos, falando de safáris, ilhas e essas coisas que dão mal-estar logo de cara. Dizia que apreciava meu ponto de vista e que estava realmente interessado em se tornar escritor. Pedia opinião e eu era honesto, falando que ele devia pegar mais leve se quisesse vender alguma coisa. Na verdade eu não me dava ao trabalho de ler os manuscritos e dizia que ele era um escritor regular. Até que descobri que aquele bendito cabo tinha parentes nos EEUU.

A coisa mudou de figura e passai a ser mais camarada nas críticas, dizendo que ele havia evoluído muito, etc e tal. Tudo visando uma chance de ser convidado para conhecer os EEUU. Minha bajulação durou exatos 8 meses, quando o cabo foi transferido pra outro destacamento. Perdemos contato com o cabo e soubemos, tempos depois, que ele havia ganho um bom dinheiro com todos aqueles escritos tristonhos.

Tornou-se ninguém menos que Ernesto Hemingway, escritor sobejamente conhecido naquelas paragens. Pois bem, para encurtar a conversa, fiquei fulo com o sucesso do cabo E.Miller e mandei uma carta a ele, falando que ele devia ser mais fluente se quisesse ser realmente um escritor completo. Deixei essa história para lá e esqueci o cabo. Até saber que ele arrebentou os miolos com um rifle de liquidar paquidermes logo após ler minha missiva.

Ainda hoje, não tenho nem um pingo de remorso, afinal o cabo frustrou meu desejo de conhecer os EEUU.

DIA DOS NAMORADOS


quinta-feira, 12 de junho de 2008 | 3:31 pm

Perguntinha técnica para os casais casados e capitalistas de plantão: Vocês comemoram o dia dos namorados, mesmo depois de casados ou o movem para o dia de aniversário de casamento?

(Não vale dizer que depois de casar você ainda namora. Casou, casou.)

Podem responder ai nos comentários. Hoje é de graça.

A FOTO MAIS POPULAR


quarta-feira, 11 de junho de 2008 | 11:24 am

Desde que comprei minha primeira câmera fotográfica, travei uma meta pessoal com dois princípios básicos: evolução e conhecimento.

Ai vejo que a coisa está rumando mais ou menos como previsto e isso é muito bom. tenho cerca de 2500 fotos que gosto muito e algumas eu sempre volto a observar por um tempo. Coisa pessoal mesmo.

Agora uma das fotos mais visitadas, baixadas, anexadas e roubadas para PPS e fru-frus da vida, foi uma foto que tirei na calçada da frente da casa dos meus avôs maternos. É essa foto aí de baixo, fora de ângulo e com leve desfoque:

The flower spirit of sovereignty - DEC/2002
Olympus C740UZ | 50mm |1/200s | f:3.2 | iso200| 31/Dec/2002

Para ser sincero eu não vejo nada demais nela. É uma idéia boa, mas gosto é gosto e as fotos que eu mais gosto não são populares.

E O SPEED RACER?


segunda-feira, 9 de junho de 2008 | 3:57 pm

A imprensa cantou a bola e acertou: “Os irmãos Wachowski terão a chance de provar que Matrix não foi sorte”.

Speed Racer ficou uma bela-bosta.

SPIELBERG FOI ABDUZIDO


segunda-feira, 9 de junho de 2008 | 2:51 pm

Sábado foi dia de assistir a “Indiana Jones e o reino da caveira de cristal”. Se você ainda não viu, quer ver e odeia quem comenta pedaços de filmes em sites e blogs, vá embora. Não que eu vá revelar alguma informação que você já não tenha visto, mas a verdade é que eu me senti enganado pela coisa toda.

A clássica continuação da épica trilogia das “sessões da tarde” e “telas quentes”, é maravilhosa. Até a metade da película. Do meio para o final acontece uma sucessão de escabrosidades fora do normal. Tão surreal que suspeito que mataram o roteirista no meio da empreitada e colocaram um ufólogo-místico-de-uma-chapada-qualquer para terminar.

O ápice da hipocrisia spilbergueana foi quando ele roubou o atlas geográfico do agente 007 e colocou as cataratas no meio da Amazônia, conforme o infográfico abaixo:

Infográfico Ilustrativo

São 3 idas e vindas na mesma cachoeira. Até americano, que é meio devagar, consegue perceber. Como Buenos Aires, nossa capital.

Dica: assista o filme até o momento do acampamento no meio do amazônia. Depois disso, fuja.

PUBLICIDADE: 1880-1900 | AO TACAO A’ LUIZ XV


sexta-feira, 6 de junho de 2008 | 12:36 pm

13/01/1884 - Ao Tacão à Luiz XV - Jornal A Província de São Paulo.Veja todos os anúncios do período de 1880-1900Visualizar a imagem em alta resolução

ASSESSORIA EMPRESARIAL


sexta-feira, 6 de junho de 2008 | 12:23 pm

Quem mora em Brasíla sabe que em todo estacionamento público há, pelo menos, uma boa meia dúzia de flanelinhas ‘bem cuidado’. Onde eu trabalho não é diferente: no estacionamento tem uma mini-corporação hierarquizada onde o cara mais influente é o diretor administrativo.

Quando cheguei para trabalhar ontem, um moleque desconhecido de uns 18 anos apareceu por perto e mandou a letra:

— Chefia, cá estou na área para avisar aos clientes e fregueses do Gustavão que ele, a partir desta semana, está com uma empreitada toda segunda, quarta e sexta, na parte da manhã, e por isso não comparecerá aqui no estacionamento. Caso queira lavar o carro ou deixar vigiado, sou o Roberto e estou aqui para agendar e manter a clientela!

divisor

O Gustavão tem um Golf GTI mexicano, 96. O amigo dele — do estacionamento de cima — um Vitara branco, 94.

divisor

É, meu amigo. Isso é Brasília.

FALECIMENTO


quinta-feira, 5 de junho de 2008 | 2:53 pm

Um blog bom que falseou as pernas para o além da internet existencial: Utopia Dilucular.



(O utopia é mais forte do que o Pedro imagina, talvez volte, como sempre voltou.)

SETE DIAS NA ARGENTINA


quarta-feira, 4 de junho de 2008 | 1:00 pm



“Mi Buenos Aires querido,
  cuando yo te vuelva a ver no habrá más pena ni olvido”
                  Gardel


Com a onda lowcost de passagens aéreas e a oportunidade de bons preços, viajar para o país hermano ficou muito mais fácil. O destino é — como não podia deixar de ser — o principal pacote internacional das operadoras de turismo.

A vantagem principal de um turismo mais austral neste momento é, sem dúvidas, a diferença monetária entre o peso argentino e o real brasileiro. É a mesma sensação do europeu de férias nas praias tupiniquins. Refeições completas por menos de 40$. Jantares de luxo por 100$. Corrida de taxi por 14$. Divida tudo por 2 (conta de padeiro mesmo) e você terá o valor em reais.

Alçamos vôo com apenas duas coisas pré-agendadas: vôos e hotéis. Sem operadoras, agendas ou qualquer outra coisa que pudesse tirar nossa total liberdade na escolha de atrativos e uma lista infindável de coisas a fazer.

Buenos Aires
Existem várias Buenos Aires para se conhecer. A artificial e programada de operadoras, a genuína e infiltrada no meio dos portenhos, a descolada e baladeira, a bon-vivant e a luxuosa dos recônditos elitistas. Montamos um blend de todas estas vertentes vivenciais e lançamo-nos ao mundo.

No caminho do aeroporto para o hotel, um choque cultural: nenhum radar eletrônico (pardal), prédios decadentes, poluição visual e um gostinho de não ter saído do Brasil. Ficamos em Palermo SoHo, um bairro vanguardista em plena ascenção, cheio de lojas experimentais, hotéis design e B&B, restaurantes internacionais e muita gente diferente (argentinos típicos e gringos). O nosso hotel era outra surpresa. Apenas uma portinha com o número, sem qualquer outra identificação. Lá dentro um mundo incrível e aconchegante, cheio de conforto, design e estrangeiros.

A cidade, na verdade, é fora do comum. Toda a arquitetura clássica e moderna, museus, prédios restaurados e até as casas antigas são impressionantes. Ouso dizer que no Brasil não tem uma cidade que consiga chegar perto do que Buenos Aires é em termos de urbanismo histórico. Algumas ruas são cheirosas. As folhas de plátano dão mais cara de cidade versão européia. As pessoas são bonitas, polidamente educadas, andam bem arrumadas e cheiram muito bem. A grande maioria descendentes de europeus. Talvez a culpa dessa impressão toda seja o frio, vai saber.

Mendoza
É a cidade ideal para dar um tempo de tudo. Fomos de Buenos Aires para Mendoza em um turbojato arcaico da Aerolineas Argentinas, com a equipe feminina de esportes de inverno da Argentina. Chegamos com uma frente polar antártica, o que nos proporcionou temperaturas abaixo de zero e sensação térmica mais baixa ainda.

Em Mendoza você faz basicamente duas coisas: toma vinho na bica e passeia para alta montanha.

Tomar vinho na bica significa passear por uma das suas 1800 bodegas Y fincas que produzem bons vinhos, conhecer os processos e, no final do passeio, degustar alguns reservas e selecionados com toda a pompa de enólogo metido a besta que você não tem. As degustações são, na grande maioria, gratuitas. E não pense que o pessoal lá regula mixaria não! Meia taça de cada varietal, com uma média de 4 cepas. Um dia de passeio pelas vinícolas equivale a 4 litros de bons e diferentes vinhos zanzando pelo seu sangue.

Passear para a alta montanha é uma coisa mais singela e agradável. Você conhece a pré-cordilheira, a cidadezinha de Uspallata, estações de esqui e um monte de pequenas surpresas no caminho: um côndor que voa solito no meio do nada, um puma que acredita em sua camuflagem, guanacos, viscachas, uma nevasca repentina.

A argentina é um país que vale visitar. Muitas vezes.

Dicas
  • Os taxistas são meio doidos das idéias. Priorizam buzinar à trocar de marcha. Apesar disso, as corridas são muito baratas e valem a pena. E praticamente todos os taxistas ja vieram zanzar no Brasil;


  • Cuidado com o dinheiro argentino: se você receber uma nota de peso com algum canto faltando ou com cortes ou rasgos, recuse. Você não vai conseguir passá-la para frente. A dolarização do Menem ainda é eficiente, mas garanta-se sempre com uns pesos no bolso. Cartões de crédito são bem aceitos em lojas grandes. Cuidado com notas de Us$50 ou Us$100. É muito troco, e os comerciantes recusam-se a aceitar;


  • Compre vinhos nas bodegas em Mendoza ou então No quiosque de vinhos do DutyFree do Ezeiza. O preço é menos da metade da mesma garrafa em adegas aqui no Brasil;


  • Pontos demasiadamente turísticos (Caminito, cemitério da Recoleta, Porto Madero) tem muito caça-turistas. Perde um pouco o encanto e fica artificial demais;


  • As vinícolas mendocinas também tem armadilhas caça-turistas. Prefira fincas y bodegas mais autênticas e reservadas. São, de longe, o melhor atendimento e você percebe que o responsável se esforça para mostrar tudo. As caça-turistas cobram taxas, tem pirâmides incas (!) e não valem a viagem;


  • O aeroporto internacional de Buenos Aires (Ezeiza) não tem praça de alimentação. Na verdade ele é um terminal de embarque muito do fajuto. Não chegue com fome. Um refrigerante custará 10$ na única lanchonete disponivel;


  • As lojas Tax-free são burocráticas e difíceis de achar;


  • Argentinos não comem arroz. Quando você pede um Mignon com batata rosti, significa APENAS Mignon com batata rosti. Eles não são fãs de arroz, saladas leves ou outras iguarias;


  • Aliás, se você é vegetariano, perderá 76% do cardápio regional, sempre;


  • Existem shows de tango diferenciados, que variam desde o intimista e puro até as mega produções broadwayanas com um monte de firulas. Talvez um bom tango de rua (como os dançarinos da feira de San Telmo) seja o suficiente para você entrar em contato com o estilo;


  • Tente aprender um pouco de espanhol. Os argentinos não entendem quase nada de português;


Fotos
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O estêncil é uma das formas mais comuns de grafite em Bs.As.
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O estêncil é uma das formas mais comuns de grafite em Bs.As.
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O estêncil é uma das formas mais comuns de grafite em Bs.As.
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O estêncil é uma das formas mais comuns de grafite em Bs.As.
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Muitos bares têm dezenas de espécimes de cervejas artesanais.
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Anúncios imobiliários em uma vitrine de esquina.
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Dois portenhos conversando em uma loja de iluminação personalizada.
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Grafite em uma parede do bairro de Palermo (SoHo).
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Cartazes eleitorais da chapa concorrente à diretoria do Clube Boca Juniors.
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Uma janela antiga e conservada em Palermo(SoHo).
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Os cachorros não são bem-vindos em casas comerciais — Palermo(SoHo).
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Buenos Aires tem contrastes especiais em sua frota urbana — Palermo(SoHo).
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Maestro Jorge tocando tango clásico em sua gaita — Calle Florida.
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Cães esperando seus donos na Plaza San Martin.
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Dois músicos em uma barraca de instrumentos musicais na feira da Plaza Alvear.
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Homem pintando o corpo para se expôr como ‘homem de concreto’.
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Homem pintando o corpo para se expôr como ‘homem de concreto’.
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Um violonista tocando clássicos do tango (La Recoleta).
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Detalhe de um jazigo no cemitério da Recoleta.
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Detalhe de um jazigo no cemitério da Recoleta.
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Um dos muitos gatos de rua que perambulam pelas ruas do cemitério da Recoleta.
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Célia e outro gato sem-vergonha do cemitério da Recoleta.
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Detalhe do portão de um jazigo de 1898.
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Banda de Jazz ‘Los Jazz Friends’: tocam em ‘casamientos, cumpleaños, inauguraciones y conciertos’.
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Placa de um restaurante no Caminito.
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Uma poesia de G. Coria Peñaloza em uma parede do Caminito.
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Detalhe da arquitetura metálica de chapas de aço das paredes das casas no Caminito.
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Uma mulher cruza a ‘ferro carril’ desativada do bairro da Boca.
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Tampinhas de garrafas de ‘cerveza’ grudadas no asfalto.
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O clássico cruzamento das ‘calles del Caminito’ (e a Célia lé em cima).
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Um dos muitos dançarinos de tango de rua do Caminito: adoram grudar em turistas.
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Uma das muitas placas com poesias em paredes comerciais.
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Um gato de rua descansa em frente aos ‘artezanos’.
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Uma quadra poliesportiva com a problematica e histórica frase: ‘República de la Boca’.
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Cartazes de uma lanchonete de comidas regionais.
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Nico, o cachorro-mascote dos torcedores do Boca.
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Revistas em uma loja de antiguidades: Maradona no Boca e Maradona segurando a taça.
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O cachorro chorão trancado para o lado de fora da casa.
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Janela decorada do Caminito.
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Maestro da ‘Falsa Tregua - Orquesta Típica’
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Maestro da ‘Falsa Tregua - Orquesta Típica’
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Detalhe de uma placa de restaurante escrita à giz — Caminito.
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Um quarteto de percussão (quase samba, por supuesto) nas ruas do Caminito.
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Vista da praça do suspiro, com a parte ativa do porto da Boca.
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Um casal de tango dançando no meio da feira de rua em San Telmo.
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Um vendedor de pães caseiros recheados — 2 pesos cada.
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Um vendedor de pães caseiros recheados — 2 pesos cada.
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Um vendedor de espanadores, com fones de ouvido.
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Orquestra Baigón, nas Ruas de San Telmo.
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Um intérprete de músicas contemporâneas, musicadas em tango, nas Ruas de San Telmo.
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Um casal de old school hippies.
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Caricaturista rápido na praça central de San Telmo.
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Violeiro e expectadores.
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Casal de tango apresentando-se na praça central de San Telmo.
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Casal de tango apresentando-se na praça central de San Telmo.
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Vendedor de discos antigos na feira de antiguidades de San Telmo.
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Clássico portenho conversando nas ruas de San Telmo.
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Placa comercial de uma das muitas lojas de antiguidades.
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Praça cercada de bares em Palermo Viejo.
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Rio Mendoza, principal fonte de água da cidade homônima.
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Um Willys parente da nossa ‘Rural’.
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A primeira neve do ano em Mendoza… Bueno!
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Mesa patrocinada e congelada.
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Uma casa local cercada de Álamos e abastos.
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Detalhe da cerca coberta de neve.
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Cavalos Criollos Argentinos e ao fundo a pré-cordilheira.
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Cavalos Criollos Argentinos e ao fundo a pré-cordilheira.
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Alamos Cobertos de neve.
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Detalhe do degelo dos telhados.
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Likes Lacoste.
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Ruta Panamericana degelando com o sol — Uspallata.
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Placa de beira de estrada completamente congelada — Uspallata.
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Sol forte e campo aberto — Uspallata.
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Mais restaurantes de beira-de-estrada patrocinados por ‘cervezas’.
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Gelo formado na roda do caminhão.
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Montanhas dos Andes.
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Um australiano contemplando os Andes.
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Ascensores de pistas na estação de esqui Los Penitentes.
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Trecho da Ruta 7 - Panamericana
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Trecho da Ruta 7 - Panamericana
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Montanhas nos Andes
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Helada - Como a nossa geada, mas muito mais severa.
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Helada - Como a nossa geada, mas muito mais severa.
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Parreiras de uva Merlot na finca e bodega Tapiz.
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Robles franceses com vinhos para Reserva.
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Degelo do solo preparado para o plantio de uvas.
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Detalhe dos barris de carvalho.
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Llamas e os Andes.
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Detalhe do restaurante da finca e bodega Vistalba - La Bourgogne
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La Bourgogne - vinho ‘2004 Carlos Pulenta “Tomero” Semillon Blend, Uco Valle, Mendoza’
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Vinhos recém engarrafados e em processo de descanso.
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Barris de carvalho francês.
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Barris de carvalho francês.
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Reserva pessoal de Carlos Pulenta - vinhos selecionados e premiados.
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Reserva pessoal de Carlos Pulenta - vinhos selecionados e premiados.
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Mar del Plata - Buenos Aires.

CORDEL DO FOGO ENCANTADO


quinta-feira, 15 de maio de 2008 | 10:07 am

O Poeta Zé da Luz — do início do século — escreveu uma poesia, pois disseram para ele que para falar de amor era necessário um português escorreito, tal e qual. Aí Zé da Luz escreveu uma poesia chamada ‘Ai se sesse’, que diz assim:

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

Cordel do Fogo Encantado - CD - Faixa 18 (2001 - Rec Beat Discos)

PUBLICIDADE: 1880-1900 | SOCCORRO DA MOCIDADE


quarta-feira, 14 de maio de 2008 | 12:54 pm

30/12/1882 - Soccorro da Mocidade - Jornal Corsário do Rio de Janeiro.Veja todos os anúncios do período de 1880-1900Visualizar a imagem em alta resolução

A ALPACA DE SUITE GODOT-MERCHAND


segunda-feira, 12 de maio de 2008 | 4:08 pm

A Alpaca de suíte Godot-Merchand
A alpaca (Vicugna pacos) tem pescoço longo e delgado: não combina com colarinhas deltóides. Descolore algumas mechas do topetinho escaraminholado, percebendo-se a necessidade de atenção. Rumina hermate e capim-gordura. Mora em um prédio da asa norte, com mais de quatro décadas de idade, banheiros de azulejos verdes, cerámica marron, e espelhinho Itatiaia chumbado na parede. A decoração inca é niemayelista de concreto original.

Gaba-se por ser um feliz morador do altiplano. “É a Manhattan brasileira, conpadre.” Descorre por horas das mordomias e facilidades que encontra em suas cercanias. Gosta de bivaquear por pilotis, mostrando sempre seu cenho sereno e constante. Acredita na ilegalidade e apóia ambulantes. Chama os flanelas pelos nomes. Milita a favor dos puxadinhos das comerciais.

Xenófobo e provinciano, repudia a migração diária de trabalhadores para o plano. Sabe que o trânsito impossível verte dos “sugadores-satélites de empregos-planários”. Complementa suas indagações pessimistas — sempre que lhe cabe a deixa — com um forjado: “E ainda querem construir o Noroeste…”

MADCAP INK.


sexta-feira, 9 de maio de 2008 | 1:36 pm

Caligraphy by Pilot Brush Jpn.

A DESTAMPAGEM SONICA


quinta-feira, 8 de maio de 2008 | 12:23 pm

Muito ainda irá se discutir sobre onde surgiu a prática da “destampagem sônica”. A escola suiça advoga que seu início ocorreu em 1976, na subida automotiva dos Alpes, na época em que rápidas auto-pistas foram contruídas nas grandes montanhas. Evander Moolwind defende seu pioneirismo dirigindo seu Galaxie 500 pelas Rochosas em 1975; no entanto registros confiáveis dão conta de que — agradando as matronas ufanistas — R. Valentino já dava mostras de técnicas DS´s na subida do Clube Serrano Ubajarense do Ceará nos idos de 1973.

Análise sintética e preliminar
A destampagem é definida como uma transformação no órgão vestíbulo-coclear proveniente da recepção de músicas, com o objetivo da redescoberta da canção em uma expectativa pessimista; a epifania em uma expectativa mais otimista.

O pentagrama de mudança sonora em uma DS
O pentagrama tonal de mudança sonora em uma DS


O praticante deve selecionar algum disco e tocar no som do carro, enquanto parte de uma altitude baixa e vai trafegando por uma rota em que haja elevação de altitude. Pouco a pouco vai ocorrendo uma “tampagem” da audição em virtude da altitude, e quando o praticante se vê preparado espiritualmente, deve efetuar a “destampagem” momento em que o som retoma sua clareza numa nova ótica. Enfatiza-se a abordagem espiritual, e muitos praticantes levam isso muito a sério, procurando realmente um vislumbre de uma revelação cósmica.

A metafísica em torno da DS
A destampagem tem como premissa básica a equalitação paramétrica das ondas sonoras espiraladas com a amplitude coclear. Conforme o gráfico abaixo, toda onda sonora que atinge a orelha tende a se espiralar em uma escala fibonática, tornando o fluxo sonoro mais intenso e vívido.

ds-schema.jpg


A “tampagem” é um fenômeno simples que ocorre na membrana timpânica (firmemente fixada ao conduto auditivo externo por um anel de tecido fibroso, chamado anel timpânico). Ao submetermos o organismo a um ambiente pressurizado, a Lei de Boyle exerce a inversibilidade bárica, forçando o deslocamento da membrana para dentro do ouvido.

ds-auditorumscriptae.jpg
Este gráfico mostra a eficácia da destampagem sônica em um veículo com atores preparados para o evento. Note que a curva modular tende ao silêncio e equaliza-se em uma zona convergente antes de flanar no píncaro da DS.

A “destampagem” ocorre quando se realiza a manobra de Valsalva: um fluxo de ar previamente inspirado migra pelo canal de Eustáquio até o ouvido médio. Essa equalização elastiza o tímpano e o reverte à forma original, realçando novamente toda a sensibilidade auditiva.

Equipos Tecnossónicos
Há pessoas que praticam com bicicletas; outras, de carroça. Realmente não existe incentivos desta metodologia, uma vez que o ouvido se adapta aos poucos à altitude e não há como “tampar”. Outrem tentam de moto com fones acoplados em tocadores portáteis, porém a pressão não atua bem nos ouvidos tampados e o próprio barulho do atrito com o ar dificulta a apreciação do ponto mágico. A orientação é para que subam de carro e com os vidros semi-cerrados.

A DS Music
Eis uma contribuição da tecnologia que veio para ajudar a prática. A Ds Music seria uma derivação catalã da new age de Kitsumi Hanara experimentada nos Pirineus.

Movimentos de uma orchestra
Os movimentos de uma orchestra são fontes de comparação científica da DS


A audição estática dos discos não evoca grandes emoções, pois são músicas exatamente projetadas para uma destampagem de velha escola. Em determinado trecho dos discos há interlúdios permeados de ruídos cibernéticos que retomam movimentos caóticos coincidindo com o momento que os ouvidos são destampados. O praticante pode treinar para engulir determinada quantidade de saliva no momento apropriado ou deixar a natureza e a habilidade do compositor docemente abrir caminho para a mágica entrar na tuba auditiva.

A escolha científica de uma DS Music influencia no gráfico ALTVEL
A escolha científica de uma DS Music influencia no gráfico ALTVEL


Para facilitar existe a divisão ALTVEL em que, através de uma tabela e computando a velocidade média de seu veículo, altitude e inclinação do trecho rodado, tem-se o exato momento de iniciar o CD a partir da faixa 1 ou 6. Alguns experimentam gravar o CD em fita ao contrário e assimilar o que dizem ser novas epifanias, mas francamente ainda não há comprovação.

A indústria cultural e os MCM
O mercado sempre encontra um meio de cooptar determinado movimento alternativo, reembalar e vender com uma embalagem mais atrativa e desvirtuada do conceito original. Esse é um ponto delicado e contracensual.

A velha-guarda da DS oprime reclames televisivos que enunciam galanteios como: “Fiat Sonic! Sua aceleração e mecanismo interno de pressão modular garante uma “destampagem” que é um barato!”. (in Fiat comercialis completum, 1992) ou então “Novo Daewoo Destam-P: agora com um computador eletrónico que contabiliza o exato momento da DS coletiva, regulando os falantes individualmente.” (in Daewoo comercialis completum, 1993)

Estes aprimoramentos são válidos e pesquisas mostram que muitos novos adeptos da DS iniciaram-se com estes comodismos. A discussão que ainda está longe de se acalentar tem a mesma retórica da linha que dividiu a fotografia análogo-manual da fotografia eletro-digital. “Um fotógrafo digitalista jamais chegará ao nível de um análogico. Nunca um byte se assemelhará com um grão de prata” (Hermenciano Filho, fotógrafo analógico: in Fotografia química: processos e segredos. 1995)

A “destampagem” é uma propriedade natural, que deve ser preservada e referida como tal. Algo muito íntimo e sutil que nenhuma companhia automotiva pode apreender através de uma linha de montagem uniformizada. Um veículo, por si só, é apenas uma ferramenta. A arte, antes de tudo, necessita de um artista.

Mito ou verdade?
A Destampagem Sónica pode causar danos no tímpano.
Mito. A DS é um efeito estudado há décadas. Os únicos relatos de DS danosos foram emitidos em formação experimental de mergulhadores autônomos que praticaram DS com nitrogênio inalável em grandes profundidades (vide normatizaçoes e proibições de DS subaquáticas). A DS aéroviária e a DS rodoviária são inócuas e totalmente inofensivas.

O barulho do motor do carro influencia na qualidade da DS.
Em termos. Após a introdução do Chevrolet Volt, o primeiro carro hibrido-elétrico em 1993, uma nova modalidade de DS foi introduzida: a DS por elevação elétro-acústica. Carros movidos por motores à combustão emitem ondas sonoras de redundância cíclica que neutralizam quaisquer interferências sonoras exteriores, conforme o gráfico abaixo compara. As DS são atribuídas — por estudo e padronagens — com o farfalhar dos cílios de um dente de leão, em cíclos de vôo.
ds-motorchart.jpg


DS vicia.
Mito. O único modo de um DSesser viciar é a partir do prazer aliado à prática. Não existem estudos que comprovem que a DS vicia quimicamente o organismo. O que se associa por erro é o vício psicológico — o mesmo do sexo — que em nada tem a ver com a DS.

Existem sons que se assemelham à DS.
Verdade. Muitos pesquisadores inventaram maquinários, câmaras, barricas e parafernálias complexas que simulam com um grau de perfeição uma DS genuína. Mas são aparelhos que em muito passam o valor orçamentário de um veículo, inviabilizando-as na hora. Heric Hobersbaun, um mitômano sagaz, descobriu em 1988, que a DS possui um aliáse comparativo: o espocar de um champagne. Apesar do curto momento, o som surdo e seco do espocar excita os cilios cocleáticos da mesma maneira e intensidade. Goldwin Richards tentou provar com uma arcada de violoncelo em uma taça de cognac VSOP que o assoviar ressonante da fricção simulava com sucesso uma DS. O estudo provou que os cílios não se excitavam como uma DS genuína.
ds-realitumsonidus.jpg


A DS influencia na surdez momentânea da diferença de pressão.
Mito. Uma Destampagem Sônica possui o mesmo espaço de tempo de uma Destampagem Natural. A única diferença está na magnitude e modularização da onda resultante. E no prazer que uma DS proporciona.
ds-graphicum.jpg

Depoimentos

“Aconteceu numa sexta-feira quando subia a Serra do Mar escutando Massive Attack com minha prima. Nossa! Foi muito show! “
Fernanda Magalhães Cerqueira, 17 anos

“Cara, foi muito legal! Eu já tinha tentado antes com Dub, Trip Hop e King Crimson, mas a destampagem escutando a banda Revelation Ear foi um achado! Deve ser a melhor banda DS da atualidade “
Diego Feitosa, 25 anos

“Eu achava que a DS era mais uma daquelas seitas loucas orientais. Descobri em meados de 1980, quando viajei de Londres para Birminham. Quando voltei para o Brasil, fiquei receoso de que carros que não usassem mão inglesa pudessem causar o mesmo impacto. Mas qualquer carro gera o mesmo efeito!”
Paulinho P., 43 anos

“Na realiadade, eu so faço a DS quando estou com uma gata no carro. Elas ficam loucas quando acontecem e nem tem idéia do que foi. Algumas acham que é efeito de tóxicos, outras, que estão tantans!”
Evander H., 42 anos


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sábado, 26 de abril de 2008 | 10:07 pm

25/01/1878 - Pocket Dispensary Company | Publicado no Jornal Diário Popular de São Paulo.Veja todos os anúncios do período de 1880-1900Visualizar a imagem em alta resolução

DICAS CAVALCANTES


quarta-feira, 23 de abril de 2008 | 9:57 pm

Feriadão foi dia de conhecer Cavalcante, uma cidade de Goiás que margeia a chapada dos veadeiros.

Distante 320km de Brasília, a cidadezinha conserva um ar bucólico e interiorano, ainda não afetado pelo turismo canibal dos brasilienses. E isso significa que você não encontrará tanta gente doida nas ruas, religiões estranhas ou artesanatos xinglings como em Alto Paraíso ou a vila de são Jorge, do outro lado do parque.

Mas a grande vantagem de Cavalcante é justamente a de estar do “outro lado” do parque da chapada dos veadeiros. É o lado onde tem mais cachoeiras, trilhas, biodiversidade e o principal: poucos humanos por atrativos.

Como o tempo era escasso, optamos por conhecer a cachoeira mais bonita da região: Santa Bárbara. São quase 30km de deslocamento por estradas de terra (inclua travessias de riachos) até a comunidade quilombola Kalunga. De lá, mais 5km de trilha aberta e tranquila até a ravina do rio.

Ponto final na comunidade quilombola Kalunga
o ponto final do deslocamento até o quilombo Kalunga
A idéia de visitar a cachoeira era antiga, desde a primeira vez que conheci o parque e um guia havia mencionado uma tal “cachoeira das águas azuis”. Especulei na internet, procurei fotos mas mesmo assim você leva um susto quando encontra essa cachoeira tete-a-tete.

Um sapo do cerrado
um bufo que acredita em seu mimetismo
A água é azul-esverdeado por alguns motivos: uma concentração alta de calcário no terreno local, o reflexo do céu e da mata, com angulações propícias e a nascente do rio logo ali em cima, mineral. O poço é profundo. E mesmo assim tem piscinas artificiais por aí que perdem em visibilidade para essa cachoeira.

Parte do percurso da trilha para a cachoeira Santa Bárbara, dentro da comunidade quilombola Kalunga
a trilha, o sol de rachar e a imensidão da chapada
Eu tirei poucas fotos, acho que esqueci a fotografia no momento. A volta é tranquila, você se refresca nos inúmeros riachinhos que cruzam a trilha, gelados e transparentes.

Cachoeira Santa Bárbara
panorâmicas com velocidade de exposição variada
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Algumas dicas para Cavalcante: Se você tem apenas um carro normal de passeio, contrate o transfer da Suçuarana (única operadora local de turismo de aventura). Eles possuem carros 4×4. E guias capacitados. Não acredite quando dizem que qualquer carro pequeno chega em alguns lugares. As estradas de terra são pesadas. Lá tem poucas pousadas, mas todas muito boas. Reserve com antecedência. A maravilha das pousadas boas é que a grande maioria são afastadas, em fazendas. Isso garante noites silenciosas, escuras e cheias de estrelas. Algumas, com direito a fogueira. Reserve um dia para cada atrativo. Você aproveita muito mais. Fabrique seu próprio lanche para trilhas (almoço, na maioria das vezes). A alimentação por lá é escassa. Os dias são quentes demais. As noites podem ser frias, dependo de quão perto de um rio seu quarto ou chalé de pousada fica.

MEMORIAL JK, BRASILIA


quarta-feira, 23 de abril de 2008 | 4:52 pm

Reflexos

CACHOEIRA SANTA BARBARA - CAVALCANTE, GO.


terça-feira, 22 de abril de 2008 | 11:04 pm

Cachoeira Santa Bárbara - Cavalcante, GO.

E A BRIGA CONTINUA EM BRASILIA


quinta-feira, 17 de abril de 2008 | 10:17 am

Faz tempo que não escrevo nada real e cotidiano neste site. Vamos lá, com wingdings bombásticas:

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Acredito que o Brasil inteiro viu a mobilização dos estudantes no prédio da reitoria da UnB. A simbologia básica de tudo isso foi realmente interessante, mesmo porque o minhocão (Bloco principal de salas de aulas e laboratórios) ja fôra tomado por tanques de guerra e até o exército no tempo da ‘deita-a-dura’. Como sempre, os brasilienses não estão nem aí para isso. E a estudantaiada já começou o oba-oba.

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Ontem invadiram a lata-de-talco (matriz 1 da Caixa Econômica). Os meliantes renderam o segurança e se instalaram com o objetivo de protestar sobre o que eles lutam de verdade: a falta de terra falta de incentivos da Caixa Econômica em fazer casas para os assentados.

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O que mais me preocupou nessa esbórnia toda é que as coisas pessoais da minha esposa poderiam ser extraviadas. Ela trabalha no segundo andar. Os populares-saqueadores poderiam levar sua coleção de miniaturas do Monstros S.A. e um porta-retratos, o que seria declarar guerra aos fanfarrões comunistas.

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Abalroei o carro duas vezes em menos de 12h, em locais diferentes e da mesma maneira. Meu carro teve escoriações leves nos parachoques, e só. Os outros, sentiram de perto a destruição caótica da deformabilidade automotiva. Estragaram de verdade.

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Neste sábado farei uma incursão pelo cerrado à procura de uma cachoeira de águas azul-turquesa. Aguardem fotos.